Com apenas 25 anos, o brasileiro Thiago Alves, o Pitbull, pode alcançar neste sábado a meta de todo lutador de MMA: um título do UFC. Mas ele terá pela frente nada menos que o atual campeão dos meio-médios, o canadense Georges St-Pierre, considerado uma das lendas do esporte e um dos lutadores mais completos da atualidade. Mas isso não preocupa cearense de Fortaleza. "Quando aquela jaula se fechar, eu vou chocar o mundo. Eu vou bater o melhor de todos e vou nocauteá-lo", disse, de forma enfática.
| THIAGO ALVES BUSCA CINTURÃO |
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 Depois de vencer suas últimas sete lutas no UFC, Thiago Alves disputará o cinturão |
 Em sua última luta, o brasileiro venceu Josh Koscheck por decisão unânime dos juizes |
 Em sua vitória mais marcante, nocauteou o ex-campeão dos meio-médios Matt Hughes |
 No UFC Fight Night 13, castigou o armênio Karo Parisyan e venceu a luta por nocaute |
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Toda a confiança vem de sua experiência no mundo das lutas. Pitbull começou a treinar Muay Thai aos 14 anos, e com 17, já fazia suas primeiras lutas de vale-tudo. Com 19 anos se mudou para os Estados Unidos para poder focar mais seu treinamento. "Levo minha vida inteira na porrada", disse Thiago à reportagem do
UOL Esporte, sem preocupar com o impacto que uma frase tão contundente como essa pode provocar.
Alves conquistou o direito de disputar o cinturão dos meio-médios depois de vencer suas últimas seis lutas em eventos do UFC. A vitória mais marcante foi o nocaute sobre o ex-campeão da categoria Matt Hughes na edição 85 do torneio, se consolidando como um dos principais trocadores do momento. "Venho me preparando a vida toda para esse momento e agora estou recebendo esse presente", afirmou o cearense.
Agora, ele quer mostrar no UFC 100 que pode conquistar o cinturão e ajudar o Brasil a ter três campeões do evento ao mesmo tempo. Apesar de ele dizer que não estar muito preocupado com isso. Confira abaixo a entrevista completa com o brasileiro.
UOL Esporte - Como foi o treinamento para essa luta? Thiago Alves - Foi o mesmo que fiz das outras. A diferença é que dessa vez eu tive mais tempo para conhecer mais o adversário. Mas o material humano é o mesmo das minhas lutas anteriores.
Qual você acredita que será a melhor estratégia para vencer o GSP? Ele é um lutador muito completo, vai bem tanto de pé quanto no chão. Mas eu vou seguir o meu estilo, que é de explosão e trocação.
Como você encara o fato de você ser o azarão para essa luta? Não vejo problema nenhum nisso. É normal. Ele é o campeão, vai estar todo mundo torcendo por ele, mas estou a fim de tomar tudo isso para mim: cinturão, torcida...
Desde que essa luta foi anunciada, você vem mostrando muita confiança. De onde ela vem? Venho me preparando a vida toda para esse momento e agora estou recebendo esse presente. É assim que vejo a chance de disputar esse cinturão e agora vou fazer meu melhor. Luto Muay Thai desde os 14 anos e vale-tudo desde os 17. Levo minha vida inteira na porrada.
Como você vê a chance de poder participar da centésima edição do UFC? É algo muito especial. Estava trabalhando para fazer parte desse evento e agora vou ganhar o cinturão nele. É muito gratificante fazer parte disso.
Você disse que luta MMA desde os 17 anos. Quem era seu ídolo naquela época?Meu grande ídolo sempre foi o Wanderlei Silva. Eu o acompanho há muito tempo, desde que morava no Brasil. Assista às lutas dele desde o Pride, quando ele apareceu.
Como você vê a chance de o Brasil ter três campeões do UFC ao mesmo tempo?É muito bom isso. Mas quero esse título por mim, não só pelo país. Somos três pessoas diferentes. Eu, o Anderson [Silva, campeão dos médios] e o Lyoto [Machida, campeões dos meio-pesados]. Lógico que me dá uma motivação a mais pensar em lutar pelo Brasil, mas não vejo pressão nisso, pois são pessoas bem diferentes.