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17/12/2009 - 06h57

Shogun supera derrota para Lyoto e prevê revanche "taticamente igual"

Jorge Corrêa
Em Barueri (SP)

Maurício Shogun não estaria no octógono, mas assim que entrou no ginásio, virou a estrela na noite. Acompanhando seu irmão, Murilo Ninja, que lutaria no Bitetti Combat, ele esteve no último sábado em Barueri e não conseguia andar mais de 10m sem que fosse parado. O lutador tirou ao menos 50 fotos. Tanto sucesso vem principalmente após sua última luta. E olha que foi uma derrota.

RECONHECIMENTO E MELHOR MOMENTO

  • A cada vez que era puxado pelo braço ou chamado por alguém, Maurício Shogun respondia com um sorriso. “Aumentou o reconhecimento, acho que a cada dia passa, depois de cada luta, nós ficamos ainda mais reconhecidos. E para nós nada melhor que ter o carinho dos fãs, que são as pessoas que nos dão motivação”, disse.

    O lutador de Curitiba acredita que o motivo de tanto assédio é o bom momento que está passando em sua carreira, o qual ele considera melhor – inclusive – do que quando foi campeão do extinto Pride. “Hoje sou um cara mais experiente, um cara mais calmo. Acredito que hoje sou melhor que antes, que na época do Pride”

    Maurício Shogun, antes de ver seu irmão vencer o holandês Jon Jones no Bitetti Combat, ainda aproveitou para mandar uma ‘mensagem de fim de ano’ aos seus fãs. “Eles podem esperar que eu vou sempre dar meu máximo, tentando dar show em todas as minhas lutas. Quero sempre agradar os meus fãs e os promotores do evento.”

Quase dois meses depois de ter perdido para Lyoto Machida na disputa do cinturão dos meio-pesados no UFC 104, o paranaense garante já ter superado a decisão polêmica dos juízes, que deram a vitória por pontos de forma unânime para o rival. “Não penso mais nisso e não posso viver disso mais. Tenho de pensar apenas na próxima luta, que vai ser uma batalha”, disse Shogun à reportagem no UOL Esporte.

“Eu fiquei feliz com meu desempenho, mas não com o resultado. Queria a vitória, só que isso já é coisa do passado para mim”, completou o lutador, que mais uma vez aproveitou para alfinetar os árbitros. “Na verdade eu não sei qual foi o critério que eles usaram para essa luta, só sei que eles usaram a favor do Lyoto.”

Nesse momento, seu pensamento é apenas nas férias que está curtindo e “enchendo o barrigão”, como ele mesmo brincou. Para Shogun, a revanche – previamente marcada para o início de maio de 2010 – só começa em janeiro. “Vou conversar com minha equipe apenas em janeiro sobre isso”, explicou Maurício, satisfeito com o grande tempo entre as lutas.

“Um tempo atrás eu lutava a cada dois ou três meses, mas hoje, no UFC, eles poupam um pouco mais o atleta. Então estou adaptado a essa espera. Para mim é até melhor, posso fazer uma programação mais elaborada para os treinamentos. Estou acostumado”, afirmou.

Mas mesmo tentando distanciar seu pensamento de sua segunda luta contra Lyoto Machida, Maurício Shogun já tem um palpite sobre ela. O paranaense não acredita em grandes revoluções táticas, em ambos os lados. O equilíbrio deve ser a tônica outra vez.

“O Lyoto é um cara duro e eu já esperava uma luta complicada contra ele. Na verdade, o Lyoto já luta há anos, mais de dez anos, dessa forma, então acho que difícil que ele mude algo agora. O que ele faz bem, ele já faz a vida inteira. Assim como é difícil para mim também mudar muito.”
 

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