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A hegemonia dos pesos médios do UFC atualmente pertence ao curitibano Anderson Silva, mas um jornalista paulistano de 32 anos também chegou a ficar perto de disputar cinturão. Só que depois de cinco finalizações seguidas no cartel, bastou uma derrota para que Demian Maia perdesse espaço nessa briga. Agora, após essa sua primeira derrota na carreira, voltará ao octógono no UFC 109, dia 6 de fevereiro.
Demian Maia chegou à elite dos médios com cinco finalizações seguidas nas primeiras lutas no UFC
Mas a derrota para Marquardt o afastou da briga por cinturão, que será retomada contra Dan Miller
Dividindo o tatame com a sua formação em jornalismo pela Cásper Líbero, Demian fez sua estreia no MMA em 2001. Faixa-preta em jiu-jitsu, venceu seis lutas antes de chegar ao UFC, o campeonato mais importante da modalidade. Foram mais cinco triunfos, que o fizeram ser cotado à disputa do cinturão dos médios. Mas, naquele que deveria ser seu último teste, caiu por nocaute.
Foi contra o norte-americano Nate Marquardt, em agosto do ano passado, no UFC 102, em uma luta que durou apenas 21 segundos. Segundo o próprio Demian, agora serão necessárias pelo menos três vitórias para recuperar o terreno perdido. Seu primeiro desafio será contra Dan Miller, que também vem de uma derrota. Em conversa com o UOL Esporte, o brasileiro falou sobre essa luta e o seu objetivo de duelar com Anderson Silva, embora o cinturão dos médios ainda possa mudar de dono pelo caminho.
UOL Esporte - Depois da derrota, você mudou alguma coisa no treinamento? Teve alguma ênfase na luta em pé, já que seu próximo rival deverá fugir do chão?
Demian Maia - Não, continuo com o mesmo foco. Aliás, perdi por Nate exatamente por isso. Chegou na hora, mudei o estilo e quis ficar em pé. Acabei abrindo a brecha para ser derrotado. Mas tenho que estar preparado para os dois tipos de luta, até porque o Dan é um lutador bem completo.
Você perdeu para o Nate em uma espécie de semifinal do cinturão. Mas acabou que o vencedor ficou de espera para dar lugar a Vitor Belfort na luta contra Anderson Silva. O que você acha disso?
Acho que o Vitor tem todo o direito, porque já foi campeão. O Nate já tinha disputado o cinturão contra o Anderson, e agora tem condições de disputar de novo. Mas eu sei que, se eu tivesse vencido, eles iriam me botar nessa luta. O Nate já lutou contra o Anderson, eles fizeram a opção pelo Vitor para atrair mais público.
Nota da Redação: Anderson Silva venceu Nate Marquardt no UFC 73 em 2007. Anderson voltará a defender o cinturão contra Vitor Belfort no UFC 112 em abril.
E agora, quando você vai poder disputar o cinturão de novo?
Prefiro não pensar nisso agora. Naturalmente, seriam umas três vitórias, mas prefiro pensar somente nessa luta de agora.
Qual o seu palpite para a luta entre Anderson Silva e Vitor Belfort?
Todos que conhecem bem os dois não conseguem dar um palpite claro. O Vitor pode decidir no começo, mas se prolongar a luta fica mais para o Anderson. Mas é muito difícil dar um palpite. O Vítor é explosivo e perigoso, tem todas as condições de ganhar, mas para ele não vale se prolongar muito.
O Anderson Silva pode ser visto como imbatível no momento?
Ele não é imbatível. Ninguém é. Treinei sempre pensando nele, minha questão toda é manter a distância curta para ele não ter possibilidade de usar a melhor parte dele, que é a luta em pé. Mas não é fácil, porque ele controla bem isso, e tem suas armas no chão também. Ele está invicto no UFC, mas já teve seus maus dias, e não foi uma vez só.
Você prefere enfrentar o Anderson ou o Vitor em uma possível luta de cinturão?
Preferiria o Anderson, porque ele é um cara que eu conheço bem a luta, e o Vitor é um cara que eu tenho uma relação muito boa. Mas não tem essa, luta é luta, e não tem como saber como seria.
Você esteve treinando com o Minotauro?
Fiquei com ele um tempo treinando boxe, junto com o André Lopes, o treinador deles. Ele me convidou para ficar uma temporada lá e fiquei treinando com eles na Bahia. Foi bom porque minha movimentação melhorou bastante na luta em pé.
O que você espera da luta contra o Dan Miller?
Ele tem um jiu-jitsu bom, é um finalizador. Sabe lutar em pé também. Com ele, não tem muita brecha. Tem que tomar cuidado com as finalizações, na verdade, vai ser uma luta de finalização.
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