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UFC 140

Tudo sobre a disputa entre o campeão Jon Jones e Lyoto Machida

AP
Lyoto Machida encara Jon Jones na pesagem para o UFC 140, em Toronto (Canadá)

Lyoto Machida encara Jon Jones na pesagem para o UFC 140, em Toronto (Canadá)

10/12/2011 - 06h00

Lyoto conta com "maldição" para bater Jones e retomar o cinturão no UFC 140

Maurício Dehò
Em São Paulo

O cinturão dos meio-pesados é, sem dúvida, um dos mais quentes do UFC. Afinal não há quem consiga segurá-lo. Em quatro anos, seis lutadores puderam tê-lo em suas mãos, mas sem sucesso em construir uma “dinastia” dentro da categoria. Neste sábado, a maldição pode cair, na segunda defesa de título de Jon Jones. Por outro lado, há quem já sofreu com esta “praga” e agora possa se favorecer dela: o brasileiro Lyoto Machida, que desafia o campeão para retomar seu posto no topo da organização.

Toronto é a sede do UFC 140, neste sábado (o canal Combate transmite às 20h45). O duelo entre Jones e Machida é o principal, com o atrativo de confrontar dois lutadores com estilos quase que “artísticos” de lutar - astros que levaram o nome do MMA, as artes marciais mistas, a outro patamar. A noitada tem outro grande apelo para os brasileiros, com a primeira vez em que os gêmeos Rodrigo Minotauro e Rogério Minotouro lutarão num mesmo evento do Ultimate, em desafios duríssimos.

Para completar a importância deste UFC 140, o evento vale a supremacia em número de cinturões. Por enquanto, os EUA tem três. Mas Lyoto pode virar o jogo para o Brasil, que também tem três, ajudado pelo fato de Júnior Cigano ter batido Cain Velásquez para chegar ao topo dos pesados em novembro. Além dele, Anderson Silva e José Aldo são os campeões do Brasil no Ultimate.

Apesar de ter tanto em jogo, Jones e Lyoto tiveram um período pacífico antes do combate. Mesmo com a confiança de ambas as partes, o respeito foi a tônica, uma mostra de que ambos os lutadores sabem o tamanho do desafio no octógono de Toronto. O clima só se tornou mais tenso na pesagem, em que o brasileiro fez cara de mau e não recuou diante de um rival que tentou evitar o conflito.

A postura deles também diz respeito à dificuldade que ambos sabem que existe em se manter no topo. "Esta é a melhor categoria no UFC. Nós misturamos velocidade, força e técnica, e acredito que é a classe de peso mais difícil no UFC”, afirma Machida.

Não é à toa que a rotatividade do cinturão seja tão alta. Na história do Ultimate, Frank Shamrock foi o primeiro campeão dos meio-pesados. Tito Ortiz o seguiu e foi o lutador com mais defesas de cinturão até hoje no peso, com cinco. Chuck Liddell também teve um bom reinado, com quatro vitórias com o título. Mas, desde que ele perdeu para Quinton Rampage Jackson, a “batata” esquentou.

Desde 2007, nenhum lutador conseguiu fazer mais de uma defesa do cinturão com sucesso. Rampage e os próprios Lyoto e Jones conseguiram vencer uma vez.

Forrest Griffin, Rashad Evans e Maurício Shogun sofreram mais com a implacável maldição e o perderam logo no combate seguinte à conquista.

“Minha meta é ser campeão até o fim da minha carreira. Mas só posso focar uma luta por vez e estou concentrado para enfrentar Lyoto. Manter este cinturão é tão difícil devido ao nível dos adversários da categoria”, analisa Jones, que tem mostrado dentro da jaula que pode quebrar a escrita.

Sensação do UFC, o norte-americano pode fechar um dos melhores anos de um lutador no UFC. Será sua quarta luta na temporada, sendo a terceira pelo título, uma ascensão rápida que já lhe rendeu o prêmio de melhor lutador no “Oscar do MMA”, oferecido pela revista “Fighters Only”. Mas, se depender de Lyoto, sua estatueta pode ser carimbada com uma derrota.

"Eu sempre o vi como um lutador muito versátil e com um monte de combinações. Ele tem bom alcance, um jogo versátil e luta bem em pé, no chão e nas quedas. Eu acredito que estou bem versado em todas as três áreas e será uma guerra de estratégias ", detalhou Lyoto, que admitiu ter saudades de ser o campeão. “Sinto falta de realizar meus sonhos. Acredito que essa vitória terá um gosto mais doce de realização.”

PRAGA NOS MEIO-PESADOS

  • 6

    CAMPEÕES

    Teve a categoria nos últimos quatro anos: Rampage, Griffin, Evans, Lyoto, Shogun e Jones.

  • 1

    DEFESA

    Entre os seis, só Lyoto, Rampage e Jones defenderam com sucesso o cinturão uma vez.

  • 5

    VITÓRIAS

    Tito Ortiz foi quem teve mais sucesso na categoria. Chuck Liddel foi o último a firmar uma dinastia, com quatro defesas.

Além das derrotas, um momento complicado para Lyoto no ano foi a recusa de um convite para enfrentar Rashad Evans. Ele substituiria em cima da hora Phil Davis, lesionado, mas pediu uma bolsa “de nível Anderson Silva”, afirmou Dana White. O presidente do UFC recusou a exigência, e Lyoto encarou uma pequena geladeira.

Ainda assim, a vitória contra Randy Couture, com um chute que ficou famoso por lembrar o filme “Karatê Kid”, pesou para ele ser escolhido para enfrentar Jones. O campeão enfrentaria Evans, que se machucou.

Dana White classificou o combate deste sábado como um dos mais interessantes da temporada, devido ao talento dos lutadores.

“Jon Jones tem apenas 24 anos, então sempre ficamos esperando qual novo truque ele irá fazer. Mas ele já provou que é o cara. Em termos de estilo, será um ótimo combate, eles tem uma habilidade que me faz esperar fogos de artifício em cinco rounds. Jones tem seus chutes, joelhadas e cotoveladas. Mas Machida é imprevisível", analisou o chefão, que assim como a torcida, não esconde a ansiedade para que Jones e Machida entrem no octógono.

IRMÃOS NOGUEIRA RETOMAM PARCERIA E LUTAM JUNTOS PELA 1ª VEZ NO UFC

Minotauro testa reação em revanche
de ex-campeões, contra Frank Mir


Os irmãos Nogueira já fizeram muitas noitadas de lutas juntos. Mas nunca no UFC. E esta "estreia" tem muito em jogo. Para Minotauro, a meta é confirmar sua reação no Ultimate. O ex-campeão estava na corda bamba até o UFC Rio, quando nocauteou no primeiro round Brendan Schaub. Agora, o desafio tem ligação com seu passado no UFC, já que o brasileiro perdeu o cinturão interino dos pesados em 2008 justamente para Mir. "Naquele dia ele lutou melhor. Ele foi mais rápido, estava em melhor forma, e isso ajudou o seu jogo. O que me deixou triste foi que acho que posso lutar melhor do que lutei naquele dia quando estou 100%. Então é isso que espero fazer", disse o baiano.
Após duas derrotas, Minotouro faz luta de 'vida ou morte' com o veterano Tito Ortiz

O baiano Rogério Minotouro teve vitórias excepcionais nos tempos de Pride, vencendo Alistair Overeem e Dan Henderson, por exemplo. Mas ainda falta convencer no UFC. O baiano vem de duas derrotas (para Ryan Bader e Phil Davis) e o risco de demissão existe caso ele caia pela terceira vez seguida. O rival da vez é um veterano como ele, o ex-campeão Tito Ortiz. Tito esteve na situação do brasileiro, mas se recuperou com a 1ª vitória em cinco anos no mês de julho. Apesar de desde então ter sofrido um revés, está com fôlego renovado para entrar na fila do título. "É a luta mais importante da minha vida. Quero lutar contra o Tito há muito tempo e não vou deixar esta chance escapar", disse Rogério.

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