A prova não é olímpica e o tempo, somente uma parcial não-oficial. Mas depois de cair na água na final do revezamento 4 x 50 m livre nesta quinta-feira no Troféu José Finkel, em São Paulo, César Cielo não escondeu a surpresa e a alegria ao anotar 21s09 na segunda passagem da prova. E já começou a planejar um novo recorde mundial, que tem até data: o Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, em julho de 2009.
"Se, sem treinar, eu consegui fazer isso, é porque o tempo que eu queria fazer nas Olimpíadas e não saiu está muito mais próximo de mim do que eu imaginava", comentou o nadador, que teve de ser convencido pelos colegas de clube a integrar o time.
Confiante, Cielo inclusive esnobou os 21s28 do atual recordista mundial da prova, o australiano Eamon Sullivan, apenas dois centésimos abaixo do tempo que lhe valeu o ouro olímpico.
"O atual recorde é uma unha de diferença no máximo, ou nem chega a isso. O tempo que eu quero eu não digo pra ninguém, está anotado em um papelzinho. Está muito perto do que anotei hoje", afirmou Cielo. "Quero nadar para 21s0 em Roma."
Inicialmente, Cielo desconfiou quando foi informado da sua parcial, 21s09. "Só pode ser brincadeira. Deu isso mesmo? Os caras só podem estar brincando comigo, hein", brincou o nadador na saída da piscina. "Não sei nem explicar como isso aconteceu, porque estou me sentindo fraco dentro d´água, quase morri pra nadar esses 50 m."
Segundo o campeão, o que falta é encontrar novas forças para alcançar a ambiciosa meta. "Agora, preciso encontrar a motivação que tive aqui, ao lado de meus amigos, para repetir isso sozinho", completou.
Com Cielo, o quarteto do Pinheiros, que contou com Nicholas Santos, Bruno Fratus e Fernando Silva, obteve 1min27s22, melhor marca mundial no 4 x 50 m livre.
Nas provas de revezamento, o único tempo que é computado é o do primeiro atleta a cair na água - nesse caso, a marca obtida vale como se fosse uma prova individual.