No dia seguinte à divulgação do banimento da nadadora Rebeca Gusmão do esporte, atletas e dirigentes se mostraram consternados com a punição à nadadora, mas torcem que a notícia não tire o foco do bom momento que a natação brasileira vive após a conquista da medalha de ouro olímpica de César Cielo.
O presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), Coaracy Nunes, foi solene. "Estou tranqüilo com o rumo que a natação brasileira está tomando, ainda mais depois dos resultados apresentados por nossos atletas nessas Olimpíadas", afirmou o dirigente.
"Lamentamos profundamente o afastamento da Rebeca, porque ela foi uma grande atleta. Mas como sempre, temos que seguir o que determina a Fina, e ela foi pega por duas vezes em exames antidoping."
Coaracy ainda negou que estivesse aliviado com a saída de cena definitiva de Rebeca. "Não há alívio nenhum. O que há é uma lamentação."
O campeão olímpico César Cielo também preferiu a cautela quando questionado sobre o caso. "Eu não acompanhei o caso, então é difícil comentar. Mas a gente confia nas autoridades que julgaram a Rebeca", disse Cielo, que foi acompanhado por Thiago Pereira no tom do discurso.
"É claro que a gente lamenta, mas tem que pensar que essa é a regra do esporte e se você for pelo lado errado, tem que ser punido por isso", comentou Thiago, que lembrou a necessidade de se manter atento às substâncias proibidas.
"Todo atleta tem que tomar cuidado com o que toma, principalmente medicamentos. É comum ir ao médico e ele pode receitar algo normal para um paciente comum, mas que para um nadador pode dar doping. As normas sempre são atualizadas e hoje até remédio para dor de cabeça pode apontar positivo", lembrou o nadador.
Na sexta-feira, a CBDA informou a decisão do Painel de Doping da Fina (Federação Internacional de Natação) de
banir Rebeca Gusmão do esporte. A assessoria da nadadora informou que vai recorrer da decisão junto ao CAS (Corte Arbitral do Esporte), em julgamento marcado para outubro.