UOL Esporte Natação
 
25/09/2008 - 09h09

Jason Lezak promove evento para arrecadar fundos

Da Folhapress
Em São Paulo
Jason Lezak foi o grande aliado de Michael Phelps na conquista inédita de oito medalhas de ouros nos Jogos Olímpicos de Pequim. Em uma disputa emocionante, após largar com meio corpo de desvantagem, o nadador levou os EUA ao topo do pódio do 4 x 100 m livre, o mais disputado revezamento que o país enfrentou.

Desde que deixou a China, Lezak tem vivido a mesma rotina atribulada de outras estrelas olímpicas. É figura fácil em programas de TV, aparece comerciais, em eventos beneficentes e promocionais.

O nadador, no entanto, sabe que a badalação não deve durar muito. E, como pretende continuar a treinar e buscar uma vaga nos Jogos de Londres, daqui a quatro anos, Lezak já começou a fazer seu pé de meia.

No dia 7 de outubro, o norte-americano será personagem principal de um evento em um restaurante da Califórnia. O objetivo: arrecadar fundos para sua preparação visando a competição na Inglaterra.

A entrada custa US$ 300 e dá direito a foto com o atleta e suas medalhas olímpicas. Os convidados também levarão seu autógrafo e poderão assistir a vídeos sobre os Jogos de Pequim.

Lezak, 33, tem motivos para se preocupar com dinheiro. Ele pode perder o patrocínio na Nike na próxima temporada, que deve deixar de apoiar a natação.

Além disso, o nadador precisa sustentar uma estrutura bem diferente da maioria dos nadadores profissionais. Ele costumava treinar desde o ano passado na Califórnia durante o horário do almoço e sem um técnico - é ele mesmo quem define seus treinamentos.

Uma piada comum entre os atletas é perguntar se o norte-americano vai pedir ao salva-vidas que cronometre seus tempos durante o treino.

Em Pequim, Lezak mostrou que a fórmula dá resultados. Além do 4 x 100 m livre, fechou o revezamento 4 x 100 m medley e levou o ouro. Em provas individuais, dividiu a medalha de bronze com o brasileiro César Cielo nos 100 m livre.

Em sua participação no 4 x 100 m livre, ele completou a distância em 46s06, performance mais rápida dos 100 m livre da história. A marca, no entanto, não é considerada como recorde mundial, contado apenas para nadadores que abrem os revezamentos.

"Não sei como pude nadar tão rápido, porque nunca fui capaz de nadar nem perto disso nos últimos 50 metros. Não posso explicar o que aconteceu, foi irreal", afirmou Lezak, após o revezamento em Pequim.

O atual recordista dos 100 m livre é o australiano Eamon Sullivan, que cravou 47s05 nas semifinais da prova nos Jogos. Na decisão, acabou com a prata.

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