O banimento imposto pelo Painel de Doping da Fina (Federação Internacional de Natação) em setembro deste ano provocou uma pequena reviravolta na vida da brasileira Rebeca Gusmão. Além de deixar de treinar em seu esporte, a atleta passou a se dedicar ao futebol, inicialmente na faculdade (Centro Universitário de Brasília) e depois no esporte amador - ela participará da Liga Nacional pela Ascoop, do Distrito Federal, no mês de dezembro.
A pouco mais de um mês da decisão final da CAS (Corte Arbitral do Esporte), que definirá se a brasiliense será mesmo banida do esporte para sempre, Rebeca começa a fazer planos para o futuro, otimista em relação a uma possível absolvição.
"Minhas expectativas são as melhores. Tenho os melhores advogados do Brasil envolvidos no meu caso, e tanto eu quanto eles estamos confiantes", declarou a nadadora em entrevista exclusiva ao
UOL Esporte. "Sempre vai prevalecer a justiça divina. Não tenho dúvidas de que, na hora, Deus vai mostrar que eu não fiz nada de errado".
Aguardando a decisão da CAS, que deverá sair na primeira semana de dezembro, Rebeca segue em outro esporte, usando a natação apenas como exercício para manter a forma para o futebol. "Eu aprendi a viver um dia atrás do outro. Enquanto eu não for julgada, vou continuar jogando. Posso ser absolvida, liberada ou posso não voltar mais a nadar, existem várias opções. O que eu posso fazer é esperar".
Mas apesar de reiterar inocência nos casos de doping pelos quais foi julgada e de torcer por uma absolvição, Rebeca avisa que o futebol não sairá de sua vida. "De forma alguma [pretende parar]. Quero conciliar os dois. Só preciso ajustar os horários", revelou a brasiliense, garantindo que conseguiria praticar, ao mesmo tempo e em alto nível, dois esportes diferentes. "Um ajuda muito ao outro. Só terei que tomar cuidado com o futebol, para não me machucar durante os jogos".
Além de praticar outro esporte, Rebeca aproveita seu afastamento das piscinas para dar continuidade à faculdade de educação física. "O primeiro semestre deste ano foi o mais difícil pra mim. Tirei pra ficar de luto por muita coisa da vida. Mas depois voltei a estudar, jogar bola, treinar", contou à reportagem, já falando sobre o fim de sua carreira como atleta. "Vou querer ser técnica e, antes disso, abrir uma academia de natação. Agora, estou buscando novos sonhos, novas experiências na minha vida".