UOL Esporte Natação
 
11/12/2008 - 18h50

Temporada da natação termina em cidade atingida pelas enchentes de SC

Bruno Doro
Em Florianópolis (SC)
O ano da natação brasileira termina neste fim de semana na quase desconhecida cidade de Palhoça, em Santa Catarina. Palco do Brasileiro Open, a cidade foi uma das muitas atingidas pelas chuvas que castigaram o litoral catarinense nas últimas semanas. Enchentes atingiram 1,5 milhão de pessoas, 78 mil pessoas foram desalojadas e ainda hoje 33.479 seguem desabrigadas, segundo a defesa civil.

Fernando Donasci/Folha Imagem
Santa Catarina sofreu com as chuvas, que deixaram mortos e desabrigados no estado
Divulgação/CBDA
César Cielo foi destaque no primeiro dia do Open e até bateu recorde na competição
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Palhoça, município da grande Florianópolis de apenas 122 mil pessoas, sofreu com alagamentos, deslizamentos e prejuízos na malha viária. No total, 150 famílias ficaram desalojadas, 80 pessoas seguem desabrigadas. Durante as chuvas, 950 casas foram danificadas e nove, completamente destruídas.

"É importante trazer os principais atletas do Brasil para Santa Catarina até para melhorar a auto-estima do povo catarinense. Esse é o evento mais forte da natação brasileira depois das Olimpíadas e não havia sentido uma mudança de local", afirmou o presidente da CBDA, Coaracy Nunes.

A organização do evento armou uma campanha para arrecadação de alimentos no centro aquático da Unisul, onde está sendo realizada a competição, mas ainda não totalizou o quanto foi arrecadado. Atletas, como o gaúcho Eduardo Deboni, tiveram contato com as chuvas. "Agora é hora de ajudar", diz o nadador olímpico, que ficou três dias ilhado em Blumenau, no litoral norte, onde deslizamentos mataram 24 pessoas.

Na piscina, o grande destaque foi o campeão olímpico César Cielo. Mesmo nadando a final dos 100 m livre em 48s30 (o recorde brasileiro, que é dele, é de 47s67), ele quebrou o recorde da competição. "Essa fase de treinamento é muito chata. Bom mesmo é competir. Estou sem aquela responsabilidade de competição grande. Não tenho a obrigação de comer direito, de dormir cedo. E mesmo assim bati um recorde. Bater recorde sempre é bom", afirmou o nadador.

Outros destaques da natação brasileira, como a veterana Fabíola Molina, de 33 anos, também estão em Florianópolis. Ela foi a única brasileira a competir em todas as etapas da Copa do Mundo de piscina curta. Conquistou 16 medalhas, 11 de ouro e bateu o recorde sul-americano seis vezes. "É legal fechar o ano com uma competição em piscina longa, para manter o ritmo. É uma chance de nadar bem".

O Open é disputado simultaneamente com os Brasileiros Junior e Senior, até domingo. A competição está sendo disputada na Cidade Universitária Pedra Branca, a cerca de 15 minutos da capital Florianópolis.

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