No dia 18 de julho de 2007, Rebeca Gusmão nadou os 50 m livres em 25s05. O tempo foi apagado quando o caso de doping da nadadora foi confirmado e Rebeca, banida do esporte. Mesmo assim, segue assombrando as nadadoras. Nessa sexta-feira, Flávia Delaroli chegou perto, mas segue atrás da marca da brasiliense.
Na final da prova do Brasileiro Open, que está sendo disputado em Palhoça, em Santa Catarina, Flávia marcou 25s06. A marca é o novo recorde sul-americano da distância e valeu índice (25s10) para a mineira no Mundial de Roma, no meio do ano que vem.
Flávia não melhorava seu tempo desde 2004, quando foi finalista das Olimpíadas de Atenas, com o tempo de 25s17. Passou todo o ciclo olímpico perseguindo a marca, mas só voltou a superá-la mais de quatro anos depois.
"Eu precisava fazer nem que fosse 25s16, baixar esse tempo de qualquer maneira. São quatro anos de muita tensão e expectativa. Nunca estive cansada de nadar, de competir, estava cansada de não conseguir nadar bem. Velocista é explosão e por isso é ansioso por natureza. Sou até tranqüila, mas estava mesmo precisando disso", explicou a nadadora.
Quando os resultados de Rebeca foram anulados, ela era a recordista brasileira dos 50 m e 100 m livre, além de ter participado dos times que eram recordistas dos revezamentos 4x100 m livre e medley. Os tempos das três provas já foram superados, menos o dos 50 m.
Mais índicesO dia em Santa Catarina foi, mais uma vez, cheio de recordes do campeonato. Outro destaque do dia foi Bruno Fratus, que liderou as eliminatórias dos 50 m livre pela manhã, superando inclusive César Cielo. Na final, ficou atrás apenas do campeão olímpico. Cielo venceu com 21s84. Fratus foi o segundo com 22s22, superando o índice da prova para Roma-2009.
Além dele, só Delaroli e Henrique Barbosa, nos 200 m medley, fizeram índices novos para o Mundial. No total, são 17 atletas com tempos mais baixos que os estipulados para a principal competição da Federação Internacional de Natação (Fina).
Fernanda Alvarenga, nos 200 m costas, foi a primeira a bater uma marca brasileira em Palhoça, mas segue longe do índice. Com 2min14s88, ela é a nova recordista sul-americana da prova. O índice para o Mundial, porém, está na casa dos 2min11s.
"Estou mais perto do Mundial nos 100 m costas, mas é bom ter chegado ao recorde sul-americano. Acho que dei um salto nessa temporada, estou em outro nível e já posso sonhar com esse índice. Melhorei quase cinco segundos do meu tempo, então é possível baixar um pouco mais", analisou Fernanda.