Aos 33 anos, Fabíola Molina foi a mais velha atleta da delegação brasileira que foi para as Olimpíadas de Pequim. Repetir a dose em Londres, em 2012, é uma opção para a nadadora. Mas um ciclo olímpico fechado aos 37 anos esbarra em um projeto um pouco maior: a maternidade.
| MAIÔS NO RIO FASHION WEEK |
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 Quem olha para a piscina de aquecimento do campeonato brasileiro que está sendo disputado no centro aquático da Unisul, em Palhoça, na grande Florianópolis, percebe que Fabíola Molina não é um sucesso apenas quando está na água. A grife de maiôs da nadadora está tão bem que, no dia 15 de janeiro, terá um desfile no Rio Fashion Week.
"Será a primeira vez", conta a atleta, que começou a desenhar maiôs em 2002. Os modelos assinados por ela são usados por boa parte dos atletas que estão em Santa Catarina. Com estampas coloridas, são facilmente reconhecidos nas piscinas.
Fabíola testa as próprias peças e serve como um modelo vivo durante as competições. Ela forneceu peças para a delegação brasileira que foi para os Jogos Olímpicos e, durante as Olimpíadas de Pequim, também vendeu peças para atletas de outros países. |
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"Eu quero ter um filho. E sei que o tempo está passando. A partir de 35 anos, a gravidez já é de risco", diz a atleta. "É claro que penso em Olimpíadas. Mas é algo a se analisar com bastante calma", completa.
Por isso, Fabíola não imita seus companheiros de piscina, que já traçam metas pensando nos Jogos ingleses. No lugar de projetos de quatro anos, a veterana de duas Olimpíadas fez planos apenas até 2010, quando chega à idade chave em seu projeto de vida.
"Quatro anos é muito tempo para se programar. Eu tenho uma meta traçada até 2010. Quando chegar lá, vou analisar o que passou e pesar o que pode vir pela frente. O que eu sei é que quero ser mãe", afirma. "Acho que fisicamente, é possível ir às Olimpíadas aos 37 anos. Agora, mentalmente, com um filho, seria mais complicado".
A trajetória de Fabíola é parecida com a de uma das nadadoras que ficou mais famosa depois de Pequim-2008. Na China, a norte-americana Dara Torres competiu aos 41 anos, após ser mãe. Exemplo para Fabíola sonhar não com uma, mas com duas edições dos Jogos.
Copa do MundoAlém de disputar as Olimpíadas pela segunda vez, a temporada 2008 de Fabíola teve uma novidade. Ela foi a primeira brasileira a competir em todas as etapas da Copa do Mundo em piscina curta da Fina (Federação Internacional de Natação). Para isso, fez uma verdadeira maratona área. Em cinco semanas, passou por América do Sul, Europa, África, Oceania, Ásia e de volta à Europa.
O resultado foram horas e mais horas de pouco descanso em aviões, mas 16 medalhas e seis recordes sul-americanos no circuito. "Eu gosto de viajar, mas é claro que existe um receio de não agüentar. Foi uma maratona. Só entre Brasil, África do Sul e Austrália, eu peguei três vôos de 12 horas", relembra a atleta.
Para a próxima temporada, a nadadora já prepara uma reedição, masa ao lado do marido, o também nadador Diogo Yabe. Em janeiro, ela começa a se preparar para o Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, na Itália, que será disputado no final de julho, em piscina longa. Depois, volta a se concentrar nas provas de 25 metros.
"Nesse ano, o Diogo já tinha programado treinamentos quando eu fui indicada pela CBDA para fazer o circuito. Mas no ano que vem, já estamos pensando em uma programação para fazer pelo menos algumas etapas juntos", projeta.