Lembra de Milorad Cavic, o sérvio que quase bateu o fenômeno Michael Phelps nos Jogos Olímpicos de Pequim? Ele pode nadar no Brasil em fevereiro do ano que vem. O vice-campeão olímpico dos 100 m borboleta deve ser a grande atração do desafio internacional que o nadador gaúcho, radicado em Florianópolis, Eduardo Deboni está organizando.
"Está tudo certo com o Cavic. Só precisamos agora fechar com os patrocinadores para confirmar tudo", afirmou o nadador, que foi para as Olimpíadas de Pequim, mas acabou não nadando. As negociações estão tão avançadas que Deboni e a empresa responsável pela organização do evento já tiveram uma reunião com representantes da Rede Globo para vender o evento.
O desafio tem o mesmo espírito do que foi realizado no último domingo, em Fortaleza, organizado pelo ex-nadador e medalhista olímpico Gustavo Borges. No Ceará, nadaram os campeões olímpicos César Cielo (50 m livre) e Jason Lezak (4x100 m livre). A diferença é que o torneio será aberto, com eliminatórias no primeiro dia, e ainda valerá prêmios em dinheiro.
"Esse formato (com premiação em dinheiro) não é muito explorado por aqui. Na Europa, a cada 15 dias você tem um torneio desses e isso é bom para o atleta. Eu vejo um surfista disputando campeonato e recebendo cachê e premiação. Por que nadador não pode fazer o mesmo? É o momento de buscar iniciativas assim, aproveitar que o Cielo é o homem do momento e fazer algo pelo esporte", analisa Deboni.
A iniciativa ganhou apoio do campeão olímpico. "É muito importante ter torneios assim. É um estímulo para o nadador seguir competindo. Aliás, você não precisa só de torneios com premiação em dinheiro. Você precisa é de torneio mesmo. Umas duas ou três competições fortes, que reúnam a elite da natação brasileira, a cada semestre. Só assim você consegue o intercâmbio e a evolução necessária", pediu o nadador.
Técnico do Pinheiros e da seleção brasileira, Alberto Silva, o Albertinho, também concorda com a dupla de velocistas. "Eu acho que esse formato é interessante e precisa ser mais explorado. Com provas em dinheiro e pagamento de cachê, você pode trazer grandes nomes e atrair mais atenção. E a televisão se interessa por isso. O formato pode ser discutido, mas é uma iniciativa que deve ser mais explorada".