A sueca Therese Alshammar bateu o recorde mundial dos 50 m borboleta, mas a marca corre o risco de ser invalidada. Nesta noite de segunda-feira (manhã de terça na Austrália), ela cravou o tempo de 25s44 nas eliminatórias do Campeonato Australiano de natação, porém uma irregularidade ameaça o recorde.
Alshammar vestia dois maiôs durante a prova, e os dirigentes australianos alegam que a medida pode custar caro à sueca. Segundo eles, a regulamentação aprovada pela Fina (Federação Internacional de Natação) impede que uma nadadora utilize dois maiôs no intuito de melhorar seus tempos.
Na última semana, a entidade internacional aprovou novas regras para o uso dos maiôs principalmente após os mais de 100 recordes mundiais batidos em menos de um ano após o lançamento do LZR, que ficou conhecido como o "maiô dos recordes". A Fina, porém, alegou que as medidas seriam válidas no Mundial de Roma, que será disputado em junho.
Na regulamentação, o nadador pode usar um maiô até a altura do ombro e ele pode cobrir o corpo até o tornozelo. Os braços e o pé do atleta precisam estar sem a roupa. Apesar do questionamento da Federação Australiana, os árbitros preferiram não comentar o assunto e ainda não há uma posição se a marca da sueca será ou não validada.
Alshammar superou a marca anterior em 0s02, que ela mesmo havia estabelecido no meeting de Barcelona, em junho de 2007. "Estou um pouco chocada e muito feliz. Treinei nos últimos meses na Austrália, pois aqui é o melhor lugar do mundo para nadar. Estou bem satisfeita", explicou, pouco antes de ser questionada a sua marca.
E se o recorde não for validado Alshammar não terá nova chance de superá-lo no evento australiano. O regulamento impede que atletas nascidas fora da Austrália disputem as semifinais e as finais. Este foi o primeiro recorde estabelecido no Campeonato Australiano.