UOL Esporte Natação
 
27/04/2009 - 11h04

Sullivan pede que a Fina reprove maiôs responsáveis por recordes

Das agências internacionais
Em Sidney (AUS)
SUPERMAIÔS DA DISCÓRDIA
AP/Claude Paris
Fred Bousquet com o traje Jaked, antes de cair na piscina e quebrar o recorde dos 50m
AFP/Gerard Julien
Bernard, com o X-Glide, antes do recorde dos 100m: os trajes usam o mesmo conceito
BOUSQUET DESAFIA CÉSAR CIELO
BERNARD E O RECORDE DOS 100 M
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O australiano Eamon Sullivan pediu nesta segunda-feira que a Federação Internacional de Natação (Fina) não aprove os novos maiôs que levaram Alain Bernard (100 m livre) e Frederick Bousquet (50 m livre) aos recordes mundiais no Campeonato Francês, disputado na semana passado.

"Espero que a Fina tome uma posição sobre os maiôs, porque pelo que ouvi, o material utilizado (pelos nadadores franceses) não foi autorizado pela Federação Internacional", declarou Sullivan, que era dono das duas marcas anteriormente.

Bernard virou o dono do tempo mais rápido da história dos 100 metros livre, com 46s95, usando um X-Glide, o novo maiô da marca italiana Arena, que nunca tinha sido usado em competição até então. A peça é a mesma que o brasileiro César Cielo usará no Troféu Maria Lenk, na próxima semana - o campeão olímpico brasileiro e Bernard foram os principais desenvolvedores do maiô.

Bousquet bateu o recorde mundial, com o tempo de 20s95, nos 50 m livre, prova em que Cielo foi ouro em Pequim-2008. Ele vestia um traje também italiano, da marca Jaked.

O maiô de Bousquet, apontado no mundo da natação como o grande responsável pelos novos recordes mundiais que começaram a cair em 2009, já foi aprovado pela Fina no ano passado. O que Bernard está usando, porém, ainda depende da liberação. As críticas de Sullivan, porém, não são inteiramente infundadas.

Desde março, a Fina está fazendo testes com os novos supermaiôs que estão sendo desenvolvidos para o Mundial de Roma, em julho - a data limite para os novos trajes serem submetidos à entidade era 31 de março. Até agora, nenhum dos maiôs está banido, mas a entidade deve divulgar uma lista, nas próximas semanas, definindo quais estão dentro dos novos padrões, e quais não estão.

As definições que serão usadas para permitir, ou não, os novos trajes foram divulgadas em 20 de fevereiro, após reunião da Fina com várias empresas produtoras de trajes para natação. As maiores mudanças são limitações de materiais (que não podem ser impermeáveis), grossura, flutuabilidade e customização. No mesmo documento que limita os trajes, a Fina proibiu também o uso de dois maiôs, que gerou polêmica há algumas semanas.

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