UOL Esporte Natação
 
05/05/2009 - 10h09

Maria Lenk faz água ser aquecida no parque aquático pela 1ª vez no ano

Bruno Doro
No Rio de Janeiro
Nos últimos meses, quem passava em frente ao Parque Aquático Maria Lenk não via, mas o local estava esquecido. Mantida pelo Comitê Olímpico Brasileiro, a mais moderna instalação para a natação brasileira não recebia um evento desde o ano passado.

Nesse período, a água esfriou e a piscina teve de passar por manutenção - feita por mergulhadores, já que trocar a água custaria muito caro. O Maria Lenk só voltou à vida na semana passada. Recebeu uma boa faxina para a visita da comissão de avaliação do Comitê Olímpico Internacional e o aquecimento foi novamente ligado. "São três dias para aquecer a água", conta o administrador do complexo do autódromo, Paulo Laranjeira.

Tantos cuidados chegam para abrigar a elite da natação brasileira, que a partir desta terça-feira disputa o Troféu Maria Lenk. A competição é a última chance para nadadores do país obterem índice para o Mundial de Roma, em julho. No próximo domingo, após a última sessão de finais, o Brasil terá sua equipe definida para ir à Itália.

A grande atração da competição será o campeão olímpico César Cielo, que nada as eliminatórias dos 50 m livre já nesta tarde. Ele ainda não está em sua melhor fase - o ápice deve chegar no Mundial -, mas vai nadar com o novo maiô da marca italiana Arena, o X-Glide, o mesmo que Alain Bernard usou para quebrar o recorde mundial dos 100 m livre.

"Quero testar o maiô para o Mundial, mas acho que não corro o risco de bater nenhum recorde com ele. Eu ficaria muito surpreso se isso acontecesse nessa fase do ano. Minhas metas, nesse momento, estão bem longe dos melhores tempos que fiz em Pequim", afirma o nadador.

Outra estrela da natação, Thiago Pereira volta a competir após fratura na mão esquerda. "Ele tirou a órtese na terça-feira passada. É normal que ele apresente uma leve atrofia e dificuldade nos movimentos. Ele ainda sente um pouco de dor na mão", explica o treinador do nadador, Fernando Vanzella.

Até agora, 20 atletas (15 homens e 5 mulheres) conquistaram índice para o Mundial de Roma. Em algumas provas, o Maria Lenk vai servir para definir quem se classificará. Nos 50 m livre, por exemplo, o Brasil tem três atletas com índice (César Cielo, Nicholas Santos e Bruno Fratus), mas só dois vão para a Itália. O caso é o mesmo nos 50 m peito.

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