O nome de Fernando Scherer, três vezes medalhista olímpico, deixou nesta quinta-feira o livro de recordes da natação. Sua última marca que ainda persistia, o Sul-Americano dos 50 m borboleta, caiu por duas vezes nas eliminatórias do Troféu Maria Lenk, que está sendo disputado no Rio de Janeiro.
O primeiro a superar os 23s55, de 2005, do nadador catarinense foi o campeão olímpico dos 50 m livre, César Cielo, com 23s49. Antes disso, o paraibano Kaio Márcio já tinha igualado o tempo de Scherer, na primeira bateria.
Logo depois de Cielo, a marca caiu duas vezes. O argentino Andres Gonzalez quebrou o recorde sul-americano, com 23s45, e o catarinense Guilherme Roth bateu o brasileiro, com 23s46. A prova foi tão forte que oito atletas nadaram abaixo do índice exigido para o Mundial.
"É uma honra sair da piscina batendo o recorde do Scherer, do Kaio e do Cielo", afirmou Guilherme Roth, que lidera o ranking da prova. "O problema é que alguém pode nadar melhor do que eu amanhã (sexta-feira, nas finais). Mas eu posso aproveitar por algumas horas, rir bastante com isso", completa o nadador.
Cielo também deixou a piscina satisfeito. "Os 50 m borboleta são só uma brincadeira para mim. O meu negócio mesmo são os 50 m e os 100 m livre. Mas acho que qualquer coisa que é de velocidade, eu to fazendo", comemora.
Na final, na manhã de sexta, Kaio Márcio e o argentino Gonzalez não vão nadar, já que não estão inscritos por nenhum clube. Ao final da prova, os dois poderão fazer uma tomada de tempo. Para Kaio, a série serviria para tentar uma vaga na prova no Mundial de Roma, já que apenas os dois melhores tempos serão confirmados na equipe.
Nas outras provas do dia, nenhum atleta que não tinha índice para o Mundial superou os tempos exigidos. Nos 400 m livre feminino, a melhor do dia foi Joanna Maranhão, com 4min14s53 - o tempo para Roma é de 4min08s38. Na versão masculina, Matheus Ribeiro marcou 3min52s37, mas ficou acima dos 3min48s72.
Nos 200 m costas feminino, Fernanda Alvarenga bateu o recorde sul-americano, com 2min12s32, mas segue acima dos 2min11s20 do índice. No masculino, André Schultz fez 2min0022 e a marca exigida é de 1min59s52. Nos 50 m borboleta feminino, Gabriella Silva bateu o recorde sul-americano, com 26s18, e Daynara de Paula fez 26s61. Os dois tempos são melhores do que o índice, mas as duas atletas já tinham feito a marca.