Nova estrela da natação brasileira após bater o recorde mundial nos 50 m peito, Felipe França tem pouco tempo para comemorar. Depois de fazer a melhor marca do mundo, com 26s89, no Troféu Maria Lenk, a expectativa por novos feitos já é grande, principalmente com a proximidade do Mundial de Roma, em julho. Para isso, o nadador e seu técnico já pensam nos detalhes que precisam evoluir até a disputa.
O primeiro deles, segundo o próprio recordista, é diminuir em 2 ou 3 kg o seu peso. Mesmo já estando com uma porcentagem de gordura em nível ideal para os seus propósitos, uma perda de massa muscular pode ajudar o nadador a baixar ainda mais a marca, que pertencia anteriormente ao sul-africano Cameron Van Der Burgh.
"Agora preciso me concentrar nos mínimos detalhes que podem me fazer ser mais rápido. Emagrecer um pouco seria um deles", analisou Felipe, em evento no clube Pinheiros, o qual defende, em que ganhou um bolo pelo seu aniversário de 22 anos. "Perder por volta de 2 a 3 kg me deixaria mais rápido". Atualmente, o paulista de Suzano está com 96 kg.
Outra medida pode ser em relação aos tão badalados supermaiôs. No Rio de Janeiro, o paulista utilizou o novo modelo Jaked. No entanto, pretende experimentar a vestimenta da Arena, mesma empresa com que César Cielo, campeão olímpico dos 50 m livre, trabalha.
"Agora vou focar no treinamento de velocidade e sobre a roupa ainda não sei o que farei. Vou experimentar a Arena, usar um e o outro, porque as diferenças são mínimas", explicou ele. Detalhes como a chegada também serão analisados com atenção pelo nadador e seu técnico, Arilson Soares, uma vez que Felipe não ficou contente com este aspecto de sua prova.
Mudança de focoAlém de olhar com a atenção para os 50 m peito, única prova na qual conseguiu a classificação para o Mundial, o brasileiro já pensa em longo prazo, mirando uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Como esta distância não é disputada em Olimpíadas, o enfoque terá de ser alterado para os 100 m e até os 200 m peito.
"Para longo prazo, vou treinar para os 100 m e devo tentar também nos 200 m, que não custa tentar", afirmou o nadador, que pelo porte físico forte tem boas chances de resultados satisfatórios também nestas provas. Nos 100 m, ele terá competição forte com um compatriota, Henrique Barbosa, que fez a segunda melhor marca na história, com 59s03 - o melhor é o japonês Kosuke Kitajima, com 58s91.