O poliuretano é o material da moda entre chamados maiôs tecnológicos.
Mais leve do que todos os seus concorrentes, o Jaked é todo feito desse material, o que oferece mais flutuabilidade aos nadadores.
Sensação na Olimpíada de Pequim, o LZR Racer, que foi desenvolvido pela Speedo em parceria com a Nasa, possui apenas algumas partes de poliuretano. Todas as 12 versões do traje foram aprovadas pela comissão da Fina.
Já o Blueseventy apresenta mais partes de poliuretano do que o LZR, mas não é feito exclusivamente do material. Nenhum traje da marca teve a aprovação da Fina.
O Jaked foi vetado, mas uma versão mais light, o Jaked 03 recebeu aval.
Os testes realizados no Instituto Federal de Tecnologia da Suíça verificaram, além da flutuabilidade, a espessura dos materiais e a resistência à água.
A onda de maiôs tecnológicos começou trabalhando para diminuir a resistência. O fast skin, da Speedo, baseado na pele de tubarão, prometia diminuir o atrito do corpo humano com a água. A espessura já valeu a cassação de um recorde.
Em março, a sueca Therese Alshammar não teve seu recorde dos 50 m borboleta homologado por usar um top por baixo de seu Jaked. No ano passado, a italiana Federica Pelegrini usou o mesmo expediente. Seu recorde mundial, porém, foi conquistado antes da proibição de trajes múltiplos.
A onda do poliuretano, porém, já tem fim anunciado. No ano que vem, a Fina vai proibir que os trajes cubram mais de 50% dos nadadores.