Logo após anunciar a lista de supermaiôs que poderão seguir sendo usados pelos nadadores até dezembro deste ano, a Federação Internacional de Deportos Aquáticos (Fina) invalidou o recorde de Alain Bernard nos 100 m livre. A marca do francês não foi homologada devido à vestimenta usada na ocasião, assim como outros cinco tempos de outros nadadores.
Já nomes como o brasileiro Felipe França e Frederick Bousquet, que fizeram as melhores marcas respectivamente nos 50 m peito e 50 m livre, tiveram suas marcas confirmadas, dependendo apenas do resultado de seus exames antidoping, segundo anunciou a entidade.
Bernard havia se tornado o primeiro nadador na história a percorrer os 100 m livre em menos de 47 segundos. Com os 46s94 cravados em abril, em Montpellier (FRA), ele havia superado o australiano Eamon Sullivan, que marcou 47s05 nas Olimpíadas de Pequim.
Na França, Bernard usou um modelo da Arena, a mesma empresa que fabrica as vestes do campeão olímpico dos 50 m livre César Cielo. O traje usado pelo francês era feito com a substância de poliuretano - assim como o Jaked - e não foi autorizado pela Fina.
O recorde de Bousquet foi feito na mesma competição. No entanto, o francês usou o polêmico Jaked 01, que foi liberado pela entidade. Bousquet, um dos maiores rivais de Cielo, foi o primeiro nadador a baixar os 21 segundos, cravando 20s94.
Já a marca de Felipe França foi conquistada também com o Jaked, durante o Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, no mês de maio. Ele cravou a marca de 26s89, superando a marca anterior, que era de 27s06 e pertencia ao sul-africano Cameron Van Der Burgh.
Mais tempos inválidosAlém de Alain Bernard, outros cinco tempos não foram validados. O japonês Ryosuke Irie fez 1min52s86 nos 200 m costas em maio, mas o recorde não foi homologado. O mesmo aconteceu com a russa Anastasia Zueva, com dois melhores tempos nos 50 m costas.
A também russa Yulia Efimova melhorou duas vezes o recorde dos 50 m peito, em abril, mas as marcas foram cassadas pela entidade.