Até agora, 2009 é o ano das polêmicas dos maiôs para a natação. Em meio à chuva de recordes quebrados com a ajuda de inovadores trajes de poliuretano - e reclamações sobre seu uso -, os Estados Unidos realiza, a partir desta terça-feira, sua seletiva para o Mundial de Roma, que será disputado no final do mês.
| SELETIVA NORTE-AMERICANA TEM LISTA DE TRAJES APROVADOS |
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O acesso aos supermaiôs, um dos problemas da natação brasileira durante a sua seletiva, foi resolvido de maneira prática pela USA Swimming, a federação norte-americana. A entidade só aprovou o uso dos trajes que estarão disponíveis para todos os nadadores na competição.
Para isso, enviou um comunicado para os fornecedores e divulgou uma lista com contatos e formas de comprar o material. No total, foram aprovados 11 marcas de maiôs, entre eles a Speedo, patrocinadora do time norte-americano, e a Jaked, considerada a grande vedete da natação no momento.
Brasil de Jaked - O Brasil não terá problemas no Mundial de Roma com trajes. A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticas (CBDA) conseguiu de um patrocinador o fornecimento de dois supermaiôs Jaked para cada um dos nadadores do país que vão para a Itália. Cada uma das peças já foi aprovada pela Federação Internacional. |
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BERNARD RECUPERA RECORDE |
Maior potência mundial da modalidade, os EUA terão a chance de mostrar ao mundo o quanto da evolução dos tempos nas piscinas é fruto do avanço tecnológico e o quanto é melhora humano, dos nadadores. Neste cenário, o Brasil é um dos principais interessados.
Em maio, durante o Troféu Maria Lenk, nadadores brasileiros surpreenderam o mundo, com quantidade de marcas expressivas que nunca tinham sido obtida em piscinas brasileiras. Na época, o Brasil tinha 15 atletas, e dois revezamentos, entre os dez melhores do mundo. Hoje, dois meses depois, o Brasil segue no topo do ranking mundial na maioria dos casos.
Felipe França, que quebrou o recorde mundial dos 50 m peito, por exemplo, não é mais o melhor do mundo no ano (o polonês Radoslaw Kawecki bateu a marca verde-amarela 20 dias depois), mas ainda é o segundo da lista, com seus 26s89. Henrique Barbosa, porém, ainda é o melhor do ano nos 100 m peito, assim como Thiago Pereira, nos 400 m medley, e o revezamento 4x100 m do clube Pinheiros, ambos com tempo do Maria Lenk.
Cielo x Phelps Todas essas marcas, porém, correm risco. A seletiva norte-americana, como costumam dizer os técnicos brasileiros, é quase tão difícil quanto o próprio mundial. Por isso, até mesmo os nadadores que não são norte-americanos devem nadar na competição. Um deles é o campeão olímpico brasileiro César Cielo, que treina em Auburn, no Alabama.
Dono da terceira melhor marca do mundo no ano nos 50 m livre, ele usará a competição para a fase final de seu polimento para o Mundial. "Da mesma forma que nadei uma prova em Atlanta pouco antes de começar o polimento e o descanso para a Olimpíada de Pequim farei agora para o Mundial de Roma", explicou o brasileiro.
Em Indianápolis, medirá suas forças contra Michael Phelps, que usa a temporada de 2009 para nadar em novas provas. Após oito ouros nas Olimpíadas de Pequim, ele vai se dedicar a uma prova de velocidade, os 100 m livre, na qual Cielo é medalhista olímpico de bronze. Além disso, o supercampeão, que em 2009 já cumpriu suspensão por ter sido fotografado fumando maconha, nada ainda os 200 m livre e os 100 m e 200 m borboleta.