UOL Esporte Natação
 
21/07/2009 - 14h29

Sem tempo de comemorar, Poliana volta a competir um dia depois do bronze

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Poliana Okimoto não terá tempo de comemorar o feito desta terça-feira. Nas águas da praia de Ostia, nos arredores de Roma, ela conquistou a primeira medalha feminina do país em Mundiais da Fina (Federação Internacional de Esportes Aquáticos) e ainda quebrou um jejum de pódios verde-amarelos que vinha desde 1994.

"SÓ ACREDITEI QUE PODIA FICAR COM A MEDALHA NOS 50 M FINAIS"
Satiro Sodré/CBDA
Quando chegou à praia de Ostia, Poliana Okimoto comemorou com entusiasmo o bronze. Sempre contida, surpreendeu quem a esperava. Veja a reação da medalhista:
Quando você percebeu que podia conquistar uma medalha?
Só nos últimos metros. Eu estava brigando pelo quarto e quinto lugar e só nos últimos 50 metros eu consegui entrar na briga pela medalha. Quando vi que era possível, falei: "Brasil é mais garra, mais força". É assim que se ganha uma prova. Coloquei garra e cabeça e consegui.

Você é sempre contida, mas comemorou muito ao chegar à praia. O que aconteceu?
Eu estava atrás, em quinto, quarto. Não sabia se dava, se não dava. E só no finalzinho eu consegui passar as meninas. Por isso fiquei tão feliz. Na hora em que a gente chega, quer extravasar, comemorar.
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Assim que desceu do pódio com o bronze da prova de 5km de maratona aquática, porém, ela já começou a pensar no que fará na quarta-feira. Poliana terá menos de um dia para se recuperar antes de seu segundo compromisso no Mundial, a prova dos 10km.

"Eu estou tranquila. Agora é descansar para, amanhã (quarta-feira) ir para cima", afirmou a nadadora de 26 anos. "É claro que nadar os 5km em e no dia seguinte os 10km afeta o rendimento. Mas todas as medalhistas de hoje vão nadar amanhã, então ela não sai em desvantagem", completa seu treinador, Ricardo Cintra.

A prova dos 10km é a especialidade da brasileira. Ela é a líder do ranking mundial em 2009, que leva em conta as provas da Copa do Mundo. Há pouco mais de um mês, ela venceu a Travessia de Setúbal, em Portugal. Com o bronze desta terça-feira, ela consolida a volta ao bom momento da carreira.

Em 2006, ela conquistou as primeiras medalhas feminina brasileiras em campeonatos mundiais de natação. No Mundial específico de maratonas aquáticas, disputado em Nápoles, ela foi prata nos 5km e nos 10km. "A Itália é boa para mim. Três anos depois de Nápoles, voltar e ser medalhista é um sonho", diz. "A minha cabeça está mais forte. Minha vontade de me superar e o esforço do dia a dia fazem com que eu consiga ter uma sequência de bons resultados", completa.

O cansaço, porém, pode favorecer outra atleta do Brasil. A número 2 do ranking é a baiana Ana Marcela Cunha, de apenas 17 anos, que venceu a etapa de Santos da Copa do Mundo. Nas Olimpíadas de Pequim, inclusive, a jovem nadadora foi a melhor brasileira em maratonas aquáticas, terminando em quinto lugar.

Brasil tem outro líder do ranking

Além de Poliana Okimoto, o Brasil entra na água nesta quarta-feira com outro líder do ranking mundial. O baiano Allan do Carmo, de 19 anos, é o nº 1 da lista da Copa do Mundo. Ele foi o terceiro colocado na Travessia de Setúbal, mesma prova vencida por Poliana. O outro representante brasileiro é veterano gaúcho Marcelo Romanelli, de 33 anos.

A prova dos 10km seria disputada dois dias depois da de 5km, mas os problemas que a organização enfrentou com o tempo mudaram o cronograma. A primeira prova estava marcada para o domingo, mas no sábado ventos fortes e ondas gigantes destruíram a infra-estrutura montada para a competição. Nesta quarta, a prova feminina começa às 4h e a masculina, às 8h (hora de Brasília).

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