Técnicos e dirigentes atribuem o crescimento da prática de maratona aquática no Brasil à quebra da monotonia e à facilidade em encontrar praias na costa do país.
Quem compete no mar está em contato com a natureza e pode fugir de treinos monótonos, de um lado a outro da piscina. A prática, porém, exige cuidados especiais.
Primeiro, com o preparo físico. A água agitada exige mais do atleta. Cada trecho da prova pede diferentes níveis de esforço. É preciso dosar a energia.
É necessário também atenção à orientação, para seguir as boias que demarcam o percurso e não se perder do grupo.
O frio é outro fator de preocupação. A hipotermia pode até alterar a lucidez do competidor.
A ingestão de água pode provocar no esportista problemas como cefaleia, confusão mental, náuseas e câimbras. A água salgada, levar à desidratação.
Outro item que requer atenção são os animais. O ataque é raro em travessias, mas provas podem ser canceladas ou mudadas de lugar por conta da presença de tubarões ou excesso de águas-vivas, que causam queimaduras.
Para evitar problemas, especialistas aconselham que treinos e provas sejam feitos com acompanhamento profissional.