UOL Esporte Natação
 
23/07/2009 - 15h35

Fina aprova proposta para coibir criação de novos supermaiôs

Do UOL Esporte
Em São Paulo
Os supermaiôs podem estar com os dias contados na natação mundial. Grandes trunfos dos atletas para a pulverização de recordes mundiais que marcou a categoria no último ano, os avanços tecnológicos dos apetrechos serão agora de responsabilidade apenas da Federação Norte-americana de Natação, conforme proposta aprovada nesta quinta-feira pelo congresso técnico da Federação Internacional (Fina). Com isso, novas regras serão criadas a fim de podar as inovações criadas recentemente que agitaram o esporte.

Com essa medida da Fina, uma nova regra surge na natação mundial: "Nenhum nadador será autorizado a utilizar ou vestir qualquer máquina ou maiôs que podem lhe dar velocidade, resistência ou flutuação extras durante uma competição", consta no regulamento, que faz questão de dar destaque à palavra maiô, escrita com todas as letras maiúsculas.

As polêmicas começaram na natação mundial em fevereiro de 2008, quando uma marca de acessórios esportivos da Austrália lançou o supermaiô LZR. Produzida em parceria com a Nasa e patenteada em Portugal, a nova roupa auxiliava o fluxo de oxigênio no corpo do atleta, que também ganhava uma nova posição hidrodinâmica e uma velocidade incrível dentro da água.

O sucesso do polêmico LZR foi copiado por outras fábricas, que também lançaram supermaiôs ainda mais rápidos. Resultado: apenas no ano passado, 108 recordes mundiais foram quebrados. Nesta temporada, já são 30 as novas marcas estabelecidas. Um desses recordes, nos 50m peito masculino, foi quebrado pelo brasileiro Felipe França, trajado com o maiô Jaked. O tempo transitou nas reuniões da Fina e chegou a ser cassado, antes de de enfim homologado pela entidade máxima da natação mundial.

"Ainda é um pouco obscura a definição de como essa nova regra vai afetar a questão das novas roupas de natação, pois ainda precisamos definir detalhadamente as regras", comentou Mark Schubert, técnico da seleção norte-americana de natação. "Temos muito trabalho a fazer, mas essa decisão da Fina foi uma grande vitória", festejou o treinador, que viu a eleição apontar apenas uma dissidência em mais de 100 votos.

Depois de o congresso da Fina aprovar com maioria absoluta de votos o monopólio dos Estados Unidos para o desenvolvimento dos maiôs, uma nova medida pode entrar em vigor. Os próprios norte-americanos querem limitar a área de cobertura das roupas aquáticas nos nadadores, indo dos ombros apenas até os joelhos do atleta.

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