Não haverá um superteste de fôlego, como nos Jogos de Pequim, nem novos desafios, como ele planejava. O Mundial de Roma de Michael Phelps será tranquilo, em provas dominadas pelo nadador americano.
Oito vezes campeão olímpico na China, ele nadará apenas três eventos. É líder do ranking em todos eles: 200 m livre e 100 m e 200 m borboleta. Na distância mais curta, quebrou o recorde mundial na seletiva.
Ele estreia nos 200 m livre no domingo, no Foro Itálico. O principal plano de Phelps, 24, era se aventurar em uma nova prova, os 100 m livre. Seria adversário de César Cielo.
Mas um torcicolo o tirou da disputa que definiria a equipe dos EUA. Poderá "brincar" de velocidade no revezamento, se for escolhido pelo técnico.
Há alguns dias, o italiano Filippo Magnini, duas vezes campeão mundial dos 100 m livre, declarou que Phelps saiu da prova na seletiva porque percebeu que não iria vencê-la.
"Ele não estava lá. Eu estava e vi. Magnini pode ter sua opinião, mas ele não está vendo os fatos", afirmou Mark Schubert, principal técnico dos EUA.
Bob Bowman, treinador de Phelps, afirmou que o pupilo pode se testar na nova prova no Mundial de Xangai, em 2011. Além de nadar menos do que costumava, o atleta norte-americano está mais quieto.
Durante a aclimatação em Riccione, ele foi mantido longe da imprensa e dos fãs. Phelps também tem falado pouco. Política que adotou após uma foto sua fumando maconha ter sido publicada em um jornal e corrido o mundo. Ele foi suspenso por três meses por "mau comportamento".