O Mundial de Roma passou uma manhã tranqüila, mas foi só começar a programação da tarde que os recordes mundiais começaram a cair. Logo na primeira semifinal do dia, nos 100m borboleta feminino, a sueca Sarah Sjostrom marcou 56s44, batendo o tempo de Inge de Brujin, de 56s61, que durava dez anos. Na série seguinte, nos 400m livre, foi a vez do alemão Paul Biedermann. Ele fez a prova em 3min40s07, melhorando os 3min40s08 de Ian Thorpe, em 2002.
Pelo Brasil, o grande destaque foi Gabriella Silva. Ela sofreu uma infecção intestinal, não dormiu de sexta para sábado e nadou no sacrifício nas eliminatórias, pela manhã. À tarde, se recuperou e fez sua primeira refeição desde sexta-feira. "Comi arroz com maçã", conta.
Mais confiante, nadou as semifinais e marcou o melhor tempo de sua carreira: 57s42. Foi o sétimo melhor tempo das semifinais. "Ontem, não tinha certeza se conseguiria nadar. Entrei na piscina, agüentei 300 metros e pedi para sair".
Outra brasileira na prova, Daynara de Paula não foi à final, mas saiu muito contente da piscina com o 57s68 que conseguiu. Sua melhor marca era 58s26. "Estou muito feliz. Eu achava que 46s9 seria suficiente para a final, mas não foi. As meninas estão nadando muito rápido. A menina que quebrou o recorde mundial é novinha, mostra que tenho muito a evoluir".
Quem também já nadou nesta tarde foi Joanna Maranhão. A pernambucana ficou em 12º lugar nas semifinais dos 200m medley feminino e não foi à final.