O Brasil disputou três finais nesta segunda-feira e não foi ao pódio. A participação nacional, porém, não foi das mais decepcionantes. Gabriella Silva, nos 100m borboleta, e Nicholas Santos, nos 50m borboleta, superaram as expectivas e terminaram em quinto lugar em suas provas.
Gabriella Silva, inclusive, poderia ter se sentido no pódio do Mundial depois do que passou. Ela se recuperou de uma infecção intestinal, não dormiu na véspera das eliminatórias e, mesmo assim, a carioca de 20 anos quase chegou às medalhas.
A nadadora, porém, deixou a piscina acreditando que deixou escapar a glória. Ela passou os primeiros 50m em primeiro lugar e acabou fechando em quinto, com o tempo de 56s49. "Eu errei a chegada. Mesmo se não tivesse ficado doente, teria ficado decepcionada", disse, após chorar muito.
O ouro ficou com a sueca Sarah Sjostrom, com 56s06, novo recorde mundial. A prata foi para a australiana Jessica Schipper, com 56s23, e o bronze, para a chinesa Jiao Liuyang, com 56s86.
Finalista olímpica em Pequim-2008, Gabriella passou sábado e domingo sem comer. Nas eliminatórias, quase ficou de fora, entrando nas semifinais com o último dos 16 tempos. Na semi, após a primeira refeição em mais de 24 horas, conseguiu o sétimo tempo.
Bônus para NicholasSe o quinto de Gabriella teve um sabor amargo, o de Nicholas Santos foi comemorado. Ele chegou com o terceiro melhor tempo, mas a maioria de seus rivais melhoraram suas marcas. Ele repetiu os 23s00 da semifinal.
"O borboleta foi um bônus. Não treinei a parte técnica, então foi uma surpresa só chegar à final", explicou o brasileiro. "Isso me dá ainda mais confiança para nadar os 50m livre".
A prova foi a única final desta segunda, até agora, sem recorde mundial. O sérvio Milorad Cavic venceu com 22s67. O australiano Matthew Targett foi o segundo, com 22s73 e o recordista Rafael Muñoz foi o terceiro, com 22s88.
Henrique decepcionaAntes de Gabriella, quem nadou foi Henrique Barbosa. Na final dos 100m peito, porém, o recordista brasileiro seguiu com dificuldades em Roma. Ele terminou em oitavo lugar, com 59s54. O ouro foi para Brenton Rickard, da Grã Bretanha, com 58s58 (recorde mundial), seguido pelo francês Hughes Dubosq (58s64) e pelo sul-africano Cameron van der Burgh (58s95).
O brasileiro chegou ao Mundial como o terceiro melhor do mundo, após uma performance surpreendente no Troféu Maria Lenk, as seletivas brasileiras. Nas três vezes que caiu na piscina em Roma, porém, não repetiu a performance.
Nas eliminatórias, foi o sexto melhor. Na semi, ficou em oitavo, após errar na avaliação de sua bateria. "Achei que estava mais forte", disse, após sair da piscina - e perder o posto de terceiro do mundo.