O recorde mundial dos 50 metros peito, do brasileiro Felipe França desde maio, não deve sobreviver até quarta-feira. Nesta terça, nas eliminatórias da prova no Mundial de Roma, a marca de 26s89 quase caiu. O melhor do dia, o sul-africano Cameron van der Burgh, 26s92. Felipe foi o segundo entre todas as baterias, com 27s12.
Em uma chuva de recordes de campeonato (dos 16 classificados, só o último nadou acima dos 27s38 de Van der Burgh, parcial nas eliminatórias dos 100m), o primeiro deles a bater a marca, o irlandês Barry Murphy (classificado apenas em 8º), avisou: "Sei que preciso nadar para 26 segundos para a final".
França evitou fazer previsões. Assim como Gabriella Silva, que terminou em quinto lugar nos 100m borboleta, Felipe teve problemas com a comida em Roma e passou mal entre sexta e sábado. O recordista mundial, porém, não se abateu tanto com o problema. "Quando eu cai na água, me senti meio cansado. Mas por estar me recuperando, foi uma prova boa e rápida. Mas sei que ainda pode ser melhor".
Outro brasileiro na prova, João Júnior se classificou para a semi com o 12º tempo (27s30). Ele, porém, fez uma projeção de tempos para a tarde. "O recorde mundial não passa das semifinais. E eu estou na briga por ele. Não posso ficar de fora", disse o nadador do Espírito Santo, dono do terceiro melhor tempo da temporada (27s14).
Técnico da dupla, Ari Soares admitiu que os dois ainda precisam melhorar para a tarde. "Os dois não saíram bem. Poderia ter sido melhor, mas é claro que fizeram uma boa prova. O ritmo das baterias foi exatamente o que eu esperava. Agora, acho que precisarão nadar 27s1 para chegar à final", analisou.