A Fina (Federação Internacional de Natação) confirmou nesta terça-feira, em Roma, que os supermaiôs serão abolidos da natação. A data para isso, porém, segue indefinida. Após a reunião do Bureau da entidade, a decisão de limitar o tamanho e o material dos trajes foi aceita, mas só irão entrar completamente em vigor "em março ou abril" de 2010.
A decisão de acabar com trajes de poliuretano como Jaked01, usado pela maioria dos competidores do Mundial de Roma, foi sugerida pela Assembléia Geral da entidade, no dia 24. A regra, porém, ainda precisada ser aprovada pelo Bureau para ser validade. Esse passo foi dado na reunião desta terça.
"Decidimos que é preciso controlar (os trajes). As propostas do congresso foram claras e serão adotadas", afirmou o novo presidente da entidade, Julio Maglione. Agora, porém, a Fina começa a decidir qual será o material dos trajes do futuro.
A regra prevê fábrica têxtil, mas a definição de têxtil ainda está aberta. Segundo o porta-voz da entidade, Cornel Marculescu, o Bureau tem uma definição prévia, mas irá formar uma comissão científica, liderada pelo Instituto Suíço de Tecnologia, para escrever o conceito.
"Essa comissão será formada por membros dos cinco continentes e irá estabelecer o que é têxtil e os padrões de flutuabilidade, espessura e permeabilidade", explicou Marculescu. O grupo tem até o dia 30 de setembro para definir o que é têxtil. A partir daí, a entidade vai definir uma data para as regras entrarem em vigor. "Dependemos das fábricas nos falarem o que é possível e o que não é. Mas não mais do que março ou abril", garantiu Marculescu.
Atualmente, os maiôs tem de ter no máximo 1 milímetro de espessura, flutuabilidade de até 1 newton e permeabilidade de 8 litros por metro quadrado por segundo. Marculesco afirmou que a entidade quer diminuir esse padrão para 0,5 newton, 0,8 milímetros e permeabilidade zero.
Além disso, a diminuição dos trajes também foi aprovada. A partir de 2010, homens poderão nadar, no máximo, de bermudas. Mulheres, de maiô com pernas, também até o joelho. Nenhum deles pode ter zíper. Alterações individuais para cada atleta também estão proibidos.
Francesco Fabricca, chefe da Jaked, única fabricante presente no anuncio, acomentou: "A Fina fez as regras e concordamos com ela. A Jaked está pronta para continuar fabricando seus maiôs e novos produtos com novas tecnologias".
A Speedo enviou um comunicado oficial, em que cutucava as demais marcas, afirmando que era "responsável por todas as inovações legais no esporte" e que "nunca desenvolveu um traje que bóia". "A Speedo acredita que o retorno de trajes inteiros (bodysuits) como os usados no Mundial de Melbourne, em 2007, resolveria o assunto. Apesar da decisão de hoje, que limita trajes masculinos às bermudas e mulheres aos maiôs até o joelho (knee-skins), a Speedo vai continuar trabalhando com os atletas para desenvolver trajes de competição e equipamentos modernos".