Quando Cameron van der Burgh bateu na parede e estabeleceu o novo recorde mundial dos 50m peito, o semblante de Felipe França mudou. Segundos antes, ele tinha pedido aos jornalistas que tentavam entrevistá-lo que esperassem um pouco. Queria ver a prova do final
Feliz antes, fechou a cara ao ver o desempenho do sul-africano. Quem esperava para falar com ele ouviu um "agora não" irritado. Saiu sem dar entrevistas. Van der Burgh marcou 26s74. Logo atrás dele, Hendrik Feldwehr, da Alemanha, fez 26s83.
Em menos de um minuto, Felipe deixou de ser o mais rápido da história para ser o terceiro, com seu 26s89, do Troféu Maria Lenk, em maio. "É sempre chato ver cair um recorde seu. Mas eu já estava esperando isso", disse o nadador, pela assessoria de imprensa da CBDA (Confederação Brasileira de Deportos Aquáticos).
Nesta terça-feira, Felipe fez 26s92. Era o mais rápido do dia até Van der Burgh, mas passou à final em terceiro lugar. "Agora não importa mais marca. Na final está todo mundo junto. Talvez se eu estivesse na mesma bateria, o recorde seria meu. Mas não foi. Mas na final isso não importa", completou o brasileiro.
Quem comemorou seu tempo foi João Júnior. Ele passou com o quinto tempo (27s16) e também fará a final. E, após vibrar muito, avisou: "Gostei da prova, mas falta acertar o final ainda. Amanhã esse recorde cai de novo. O pódio não está definido. Será paulada. E com certeza, vai cair mais um recorde e dois brasileiros vão ao pódio".