UOL Esporte Natação
 
29/07/2009 - 13h12

Sem recorde, Cielo se poupa e é batido por Bernard na semi dos 100 m livre

Bruno Doro
Em Roma (ITA)
O recorde mundial dos 100m livre ainda não caiu nesta quarta-feira, no quarto dia da natação no Mundial de Roma. O brasileiro César Cielo não nadou tudo o que podia nem nas eliminatórias, nem na semifinal da prova. Seu maior rival, o francês Alain Bernard, também não.

Mesmo assim, os dois passaram à final, nesta quinta-feira (as provas da tarde começam às 13h, de Brasília), com os melhores tempos. Cielo fez 47s48 e Bernard, 47s27.

O francês é o mais rápido da história na distância, mas os 46s94 não foram homologados como recorde mundial porque o maiô usado ainda não tinha sido aprovado - a marca válida é de Eamon Sullivan, 47s05.

Medalhista de bronze nos 100m livre nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008, Cielo também já nadou mais rápido. Fez 47s09 no último domingo, ao nadar em primeiro lugar no revezamento brasileiro 4x100m, quarto colocado. Nesta quarta, ele fez os 50 m em terceiro, com 0s11 de desvantagem para o francês.

"Eu segurei no final, amanhã dá para ser melhor. O que eu fiz no 4 x 100 m livre é bem perto do meu melhor, mas ainda acho que dá para ser mais rápido que aquilo. Não dá para subestimar ninguém nos 100 m, mas acho que a briga será entre Bernard e eu", afirmou o brasileiro.

O francês também admitiu que não nadou tudo o que pode. "Eu sai atrás nos 15 metros, como sempre. Estou trabalhando muito nisso, mas não consigo resolver o problema", declarou Bernard.

O terceiro colocado foi o sueco Stefan Nystrand, com outro brasileiro em quarto, Nicolas Oliveira (47s78), à frente do francês Frederick Bousquet, recordista dos 50 m livre.

"Nem eu acreditava que podia fazer isso. Foi muito melhor do que eu esperava. Tem dia que acontece isso, tudo ocorre da maneira certa", afirmou Nicolas, parabenizado por Cielo. "Foi muito bom ele ter conseguido isso, surpreendeu todo mundo. É bom ter mais um nadando tão rápido assim do meu lado."

A segunda bateria foi mais fraca que a primeira, permitindo que os dois brasileiros da prova se classificassem para a decisão. O melhor foi o canadense Brent Hayden, com 47s88, um décimo de segundo pior do que Nicolas Oliveira.

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