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Phelps beija a medalha após levar a melhor em batalha contra o sérvio Cavic

01/08/2009 - 13h56

Phelps cala Cavic e conquista seu segundo ouro individual em Roma

Bruno Doro
Em Roma (Itália)
Milorad Cavic provocou e ameaçou, mas no final, Michael Phelps falou mais alto. Flertando com a ideia de ser um velocista, ele foi o primeiro a nadar abaixo dos 50s na prova que quase perdeu em Pequim e derrotou o sérvio neste sábado, na final dos 100m borboleta do Mundial de Roma.

O norte-americano marcou 49s82, recorde mundial. Mostrou o peito, onde estavam o logo de seu patrocinador, a Speedo, e da equipe norte-americana. "Eu não respondo o que falam de mim. Mas uso as declarações ou os resultados como incentivo. É como eu 'clico', como eu me motivo. Quando falam algo de mim, tenho motivação extra".

PHELPS LEVA A MELHOR NO DUELO
Reuters
Cavic chegou a abrir boa vantagem sobre Phelps, mas o campeão olímpico reagiu
AP Photo/Alessandra Tarantino
No final da prova, quem venceu com recorde mundial foi o norte-americano
EFE
Na comemoração, o vencedor mostrou o maiô para provocar o rival sérvio
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A vitória, como fica claro pelo que Phelps disse, foi a resposta à guerra verbal entre os dois na véspera da final. Ao passar para a semi, Cavic disse que estava cheio de ouvir que o problema de Phelps era seu traje, o LZR, considerado mais lento que o Jaked01 ou o Arena X-Glide.

"Lealdade tem preço e ele precisa saber se pode pagá-lo. Mas se ele quiser, tenho certeza que ele pode conseguir um Jaked ou um X-Glide. E se não conseguir, eu mesmo pago um para ele", disse Cavic, que fechou a final com 49s95.

Phelps tentou, mas não conseguiu se segurar. Questionado sobre a declaração do sérvio, afirmou: "Eu é que vou comprar um maiô para ele", retrucou. Na prova, Phelps conseguiu uma virada incrível nos momentos finais da prova, dominada durante boa parte por Cavic. O norte-americano bateu na frente.

"Quando virei os 50m, olhei para o Phelps e sabia que ele estava perto demais para o meu gosto. Sabia que precisava tentar estar o mais distante dele possível na virada. Depois, tentei segurar, mas Michael Phelps é Michael Phelps e fez o que sempre faz", explicou Cavic.

A rivalidade dos dois começou em 2008. Os 100m borboleta de Pequim foram definidos apenas na batida de mão, com polêmica. Cavic foi o primeiro a chegar à parede. Mas Phelps foi o primeiro a acionar o mecanismo de cronometragem. Com isso, o norte-americano foi para os livros de história como o maior vencedor em uma mesma edição das Olimpíadas, com oito ouros.

"Acho que os 100m borboleta são sempre as provas mais emocionantes que eu disputo. (O ex-recordista mundial Ian) Crocker e eu sempre travamos belas batalhas, assim como contra o Milorad. E o esporte é legal por isso. Você chega ao seu limite quando é puxado ao limite".

Com a vitória, Phelps apaga um pouco as dúvidas que surgiram a seu respeito no Mundial. Em Roma, venceu no "seu ganha pão", como ele definiu os 200m borboleta. Nos 200m livre, porém, foi superado por Paul Biedermann. E nos revezamentos, abriu o 4x100 e o 4x200m livre, sem nunca entregar aos seus companheiros em primeiro lugar.

"Eu sei que minha preparação para Roma não foi a ideal. Sei que preciso voltar para casa e cair na piscina e nadar o máximo que puder. Mas é um preço que eu paguei. Eu nunca tinha tirado férias, nunca tinha passado seis meses sem treinar. Mesmo assim, fiquei bem perto dos meus melhores tempos", explica.

Mangabeira termina em oitavo

Contra os favoritos, Gabriel Mangabeira não teve chances na final dos 100m borboleta. O brasileiro terminou a prova com o tempo de 51s74 e na oitava colocação.

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