"Michael Phelps foi Michael Phelps e fez o que sempre faz". A frase, do sérvio Milorad Cavic, resume o Mundial de Roma para o fenômeno norte-americano. Pela primeira vez em anos, ele chegou a uma grande competição vulnerável. A preparação não tinha sido a ideal e os rivais pareciam muito mais fortes.
Neste domingo, ele conquistou sua quinta medalha de ouro, nadando borboleta no revezamento 4x100m dos Estados Unidos que conquistou o título mundial. Com recorde mundial (3min27s28), a equipe norte-americana dominou a partir da entrada de Phelps. Esta conquista se soma aos outros dois primeiros lugares em provas por equipe (4x100m e 4x200m livre) e dois individuais.
Foi campeão nos 200m borboleta, seu "ganha pão" (nas palavras do nadador). E nos 100m do mesmo estilo, calou seu rival Cavic. Em resposta às provações do nadador da Sérvia ("Se ele quiser, eu posso comprar um maiô para ele"), quebrou o recorde mundial na prova mais emocionante da competição - emocionante, aliás, pelo clima criado pelas declarações.
Sorte dele que sua única "derrota" veio nos primeiros dias de competição. Nos 200m livre, prova que não perdia desde 2004, ele foi "destruído" (também nas palavras do próprio Phelps) por Paul Biedermann. O alemão não só venceu, como quebrou o recorde mundial, que pertencia ao norte-americano desde 2007.
No revezamento 4x100m, prova que encerrou o Mundial de Esportes Aquáticos de Roma, a Alemanha ficou em segundo com 3min28s58 e garantiu mais uma medalha, sempre sob o comando de Paul Biedermann. A Austrália evitou a recuperação espetacular de César Cielo nas piscinas do Foro Itálico e assegurou o bronze (3min28s64).