A nadadora brasileira Lorena Rezende, que teve seu exame antidoping positivo divulgado na terça-feira pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, anunciou nesta quarta que não vai pedir a contraprova do teste. Ela admitiu o uso de um suplemento alimentar que continha uma substância proibida.
"Usei um produto e não sabia o que ele continha. Foi uma falha minha não ter procurado um técnico ou um médico para ver se podia usá-lo. Comprei no exterior, as substâncias não vieram especificadas na bula e acabei, mesmo assim, usando", afirmou a nadadora em entrevista ao
SporTV.
Ela foi suspensa por dois anos. "Agora, vou dar um tempo na natação. Mas pretendo voltar a nadar e tentar representar o Brasil", completou.
O caso de Lorena foi o 17º no Brasil neste ano. Antes dela, o país sofreu com o maior escândalo de doping da história, com 15 atletas flagrados no atletismo - cinco deles, inclusive, estavam escalados para o Mundial de Berlim, em agosto. O outro caso é da triatleta Mariana Ohata, suspensa por cinco anos por ser reincidente.
Na natação, o número de atletas suspenso por doping chegou a oito. O mais famoso é o de Rebeca Gusmão, que foi banida do esporte, mas ainda contesta a punição na Corte de Arbitragem do Esporte.