Poliana Okimoto completa, nesta quarta-feira, sua volta ao mundo com um título inédito. Líder absoluta da Copa do Mundo da Fina (Federação Internacional de Natação), ela só precisa participar da prova desta quarta-feira, em Sharjah, nos Emirados Árabes, para ser a campeã do circuito de maratonas aquáticas.
AS AVENTURAS DE POLIANA PELO MUNDO
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Na Bulgária, para em placa com o alfabeto sirílico
e finge dúvida: depois, foi 2ª colocada em Varna
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Em frente a dois cartões portais do mundo: Big Ben, em Londres, e Estátua da Liberdade, em NY
Desde o dia 24 de janeiro, quando a série começou em Santos, no litoral paulista, foram mais 11 paradas, por quatro continentes, América do Sul, América do Norte, Europa e Ásia. Poliana só não venceu na América do Sul - em Santos, foi a vice-campeã, atrás de Ana Marcela Cunha. Vitórias, aliás, vieram em abundância.
Ela foi campeã em Setúbal (POR), Annecy (FRA), Copenhague (DIN), Nova York (EUA), Chun An (CHN), Shantou (CHN), Hong Kong (HKG) e Dubai (EAU). Nas únicas provas em que não venceu no ano, foi segunda colocada, em Santos e Varna (BUL) - quando foi superada pela campeã olímpica Larisa Ilchenko.
Só não disputou a prova de Lac St. John, no Canadá, em 23 de julho. A corrida, porém, foi disputada no meio do Mundial da Fina de esportes aquáticos, em Roma. Dois dias antes, Poliana conquistou a medalha de bronze na prova de 10 km. Toda a elite do esporte estava reunida na Itália e a maratona canadense só teve seis participantes.
Em seu blog, Poliana falou sempre sobre as constantes viagens. Em Nova York, por exemplo, ela reclamou que a acomodação fornecida pela organização não era a ideal. "Para ser sincera, foi uma grande decepção. Ficamos num péssimo albergue [destinado a todas as delegações], a alimentação era péssima a organização da prova era péssima, o horário da prova [17h, com correntes horríveis] era péssimo, a piscina para treinos era péssimo... A única coisa boa é que ficamos em Manhattan, o que foi sensacional", conta.
O período mais cansativo veio logo depois do Mundial de Roma, em uma série de quatro provas na Europa. Poliana nadou na Bulgária, na França e na Dinamarca, pelo circuito mundial, e ainda disputou uma prova em Londres, no Rio Tamisa, em que ficou em segundo lugar.
"Foi uma verdadeira maratona de provas! Muito cansativo, mas os resultados foram muito positivos. Na Bulgária, consegui chegar na segunda posição em uma prova duríssima, com o mar revolto e mudança no meio da prova de três para duas voltas [acreditem se quiser]", lembra. "Em Londres, a prova foi mais curta (1 milha), em pleno rio Tamisa e não pertencia ao circuito mundial. Cheguei na segunda posição, numa prova de muita velocidade e porrada do começo ao fim", escreve.
O título de Poliana não vai valer apenas para consolidar a brasileira como um dos grandes nomes da natação mundial. Além disso, ela vai receber o prêmio em dinheiro, de US$ 15 mil. Os oito primeiros colocados da temporada 2009 da Copa do Mundo recebem prêmio em dinheiro, caso completem ao menos sete provas no ano, incluindo a de Sharjah, nesta quarta.
Vice-líder do ranking, a brasileira Ana Marcela Cunha vai perder o dinheiro do 2º lugar (US$ 10 mil) ou do 3º (US$ 5 mil) justamente por essa regra. Ela ficou doente após as etapas da China e voltou ao Brasil. Não se recuperou para viajar para os Emirados Árabes.
Outro brasileiro, Allan do Carmo, deve levar o prêmio entre os homens. Ele foi o 23º na última etapa, em Dubai, mas já tinha garantido a segunda colocação. O campeão da série é o alemão Thomas Lurz.