As maratonas aquáticas nunca tiveram tanto destaque. Considerada prova secundária entre as tantas da natação, o nado oceânico foi responsável por alçar a paulista Poliana Okimoto à posição de estrela da natação brasileira e mundial. Com a vitória na Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas, na última quarta-feira, a campeã foi recebida com festa, placas comemorativas e até a chance de ser recebida pelo presidente Lula.
Das placas comemorativas às declarações exaltadas de Coaracy Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, a pequena e tímida Poliana foi exaltada pela conquista, apesar de ainda ter de lutar por títulos de Mundial e Olimpíadas.
MUNDIAL DE 2015 NO RIO?
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O presidente da CBDA, Coaracy Nunes (d), afirmou ter o desejo de levar o Mundial de Desportos Aquáticos ao Rio de Janeiro em 2015, para aproveitar o perído e testar as estruturas da cidade.
"Foi uma surpresa esta recepção", disse Poliana, em evento no clube Pinheiros. A primeira boa notícia para ela foi com o fechamento com um novo patrocinador. Além dos apoios do Pinheiros, dos Correios e da Speedo, ela terá a Sabesp auxiliando pelo período de um ano, com contrato renovável por mais um. Ela inclusive participará de três comerciais para expor a marca da empresa.
Por meio de Coaracy, que não economizou nos elogios ao feito, ela soube ainda que está nos planos do presidente Lula uma visita da campeã do circuito na próxima semana. "É um dia de glória. O que esta menina fez com seu técnico é um feito inédito, é inacreditável ela ter se deslocado do Brasil para dez países para vencer este prêmio", disse o dirigente, citando as etapas e lembrando-se das nove vitórias em 11 etapas disputadas no ano.
Coaracy ainda entregou a Poliana uma placa da CBDA e a medalha do mérito aquático. Ela, que também foi a primeira mulher do país a ter uma medalha em Mundial, com o bronze em Roma, ainda recebeu placa entregue por membro da prefeitura de São Paulo e as felicitações do governo estadual.
Com tudo isso sobre os ombros, a nadadora terá um período de férias, para descansar do desgastante calendário de dez meses. Em dezembro, no entanto, troca o antes temido mar pela piscina para defender o Pinheiros em provas de fundo do Open de Natação. Depois, já parte para novos desafios.
Questionada sobre Olimpíadas, ela mostrou que este será o foco principal. Londres ou Rio? "Londres e Rio", ela respondeu. "Não existe o que se compare a uma Olimpíada. O circuito é muito duro, precisa de muita consistência. Mas o objetivo maior é uma medalha olímpica. Em Pequim só tinha dois anos de experiência e terei muita bagagem adquirida até Londres."
Ela mostrou também um desejo especial em voltar a nadar no Rio, onde conquistou a prata no Pan de 2007. "Meu sonho maior é participar desta Olimpíada no Rio. Quero muito competir, e não só estar como espectadora", disse ela, que também colocou como objetivo ajudar na massificação do esporte, que ainda é pouco praticado. "É com quantidade que vamos conseguir qualidade."
Pressão?O técnico e marido Ricardo Cintra terá um trabalho grande nas próximas competições para tirar a pressão de Poliana, após o resultado inédito para a natação brasileira. Mas, mesmo com o status de estrela, ele não se preocupa com a mente da nadadora.
"Ela está acostumada, é campeã desde os 14 anos, então não caímos nesta armadilha. Ela sabe a responsabilidade que tem", explicou ele, que definiu como um "susto" a recepção da brasileira.
Atualizada às 15h45