O meio-fundista brasileiro Osmar Barbosa dos Santos teve uma boa participação nas Olimpíadas (leia mais). Mesmo sem ter chegado à final, seu objetivo inicial, Osmar considerou o resultado final -a 22ª colocação- muito bom, considerando que ele foi para Atenas ainda sofrendo as conseqüências de uma contusão.
Cerca de 3 km separavam a casa do lavrador Osmar Barbosa da pequena Rosália, distrito de Marília, no interior de São Paulo. Quando chegava do trabalho, na colheita de cana-de-açúcar, sua mãe pedia que ele fosse buscar alguma coisa na mercearia da cidade. Osmar ia e voltava tão rápido que sua mãe imaginava que ele tinha conseguido uma carona. O lavrador, no entanto, tinha um talento ainda não identificado: correr.
Osmar começou a treinar atletismo apenas com 25 anos, depois de mostrar que tinha condições de ir a uma Olimpíada. Depois dos Jogos de Atlanta, Osmar foi treinar nos Estados Unidos. Ficou por três anos longe de casa, voltando para o Brasil apenas em 2000.
Especializado nos 800 m rasos, Osmar treina em um terreno incomum para competidores da prova: a terra batida. Segundo o fundista, a pista dura deixa seus joelhos mais fortes e resistentes, condição necessária para provas de média distância.
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