Se você acha que a história de Leila, que ficou três anos parada por problemas no joelho, heróica, não conhece a trajetória da ala-armadora Vivian. Aos 28 anos, ela já passou por seis cirurgias no joelho e ficou seis anos afastada das quadras.
Seu drama começou com 15 anos, quando sofreu a primeira lesão no joelho. Fez quatro operações seguidas, ficou três anos e meio sem jogar. Voltou em 1995, com 19 anos, quando conquistou o Campeonato Paulista juvenil. Seis meses depois, se lesionou novamente e foi operada mais duas vezes.
Durante todo esse tempo, ela só não abandonou o basquete por causa da auxiliar-técnica do Santo André, Marilza. Foi ela que chamou Vivian, então com 12 anos, para treinar no Santo André, e acompanhou todo o drama da atleta.
Por causa de todo o tempo perdido, Vivian só começou sua carreira na seleção em 2003, quando disputou o Pan-Americano e o Pré-Olímpico. Em Atenas, foi pouco usada pelo técnico Barbosa. Jogando como ala-armadora, acabou ficando atrás de Helen e Iziane, que se alternaram na posição.