Daniele Hypólito volta de Sydney com a melhor colocação da história da ginástica brasileira em uma final individual geral olímpica. Sem chances de medalha, ela entrou no Ginásio Olímpico de Atenas para disputar a decisão com a intenção de superar marcas pessoais. Foi a 12ª colocada, com 36,961 pontos, e melhorou o 20º lugar de Sydney.
A "Pequena Notável" foi o primeiro fenômeno da ginástica brasileira. Em 2001, ela surpreendeu o mundo e conquistou a primeira medalha da história do país em Mundiais, com a prata no solo em Ghent. Antes, porém, Daniele Hypólito já vinha aparecendo para o mundo.
Em Sydney, onde disputou as Olimpíadas com apenas 15 anos, ela conseguiu o melhor desempenho da história da ginástica brasileira. Chegou a todas as finais, foi a 21ª no individual geral, 17ª nas barras assimétricas e no solo e 16ª na trave de equilíbrio.
Daniele quase não chega a essas competições. Em 1997, o ônibus da equipe do Flamengo sofreu um acidente quando ia para uma competição fora do Rio de Janeiro. A técnica Georgette Vidor ficou tetraplégica e duas atletas abandonaram a ginástica. Daniele sofreu apenas escoriações.
Em 2003, melhor ano da ginástica brasileira, Daniele sofreu outro drama. No começo do ano, foi obrigada a se mudar para Curitiba, onde a seleção brasileira treinava com o técnico ucraniano Oleg Ostapenko. A ginasta não se adaptou e voltou para o Rio de Janeiro, mesmo correndo o risco de ser cortada das duas principais competições do ano, o Pan de Santo Domingo e o Mundial de Anaheim.
Já com a preparação prejudicada, ela ainda pegou dengue. Mas a "Pequena Notável" superou as adversidades e conseguiu quatro medalhas no Pan: prata na trave e nas paralelas e bronze no individual geral e por equipes. Em 2004, rompeu com Georgette Vidor, deixou o Flamengo e voltou à Curitiba, para treinar com Ostapenko e a seleção.