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Carina Hata/UOL

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Grandes expectativas para poucas realizações
Rodrigo Bertolotto Em São Paulo
Fica um clima de frustração após a primeira semana olímpica do Brasil. A torcida pergunta: como o país, com tanto investimento, com uma delegação recorde, tem só dois bronzes por enquanto? Ronda o espectro de Sydney, a Olimpíada sem ouro.
O judô garantiu suas já tradicionais medalhas, mas o favorito Carlos Honorato ficou devendo. Já a natação viu uma evolução feminina, porém não subiu ao pódio. Nenhuma zebra surpreendeu. Guga foi despachado na estréia. O vôlei de praia deu seus tropeços e não há mais possibilidade de dobradinha brazuca no pódio.
Mas, calma aí. A segunda semana é decisiva para as pretensões brasileiras. Começa neste domingo, com Robert Scheidt na última regata e Jadel Gregório no salto triplo. Segue na segunda, com Daiane dos Santos no solo.
E assim vai com o vôlei de quadra, de praia, futebol, hipismo e basquete. Falar em decepção, frustração, só se no próximo sábado o Brasil estiver sem ouro. Agora, discursar sobre a fracassomania é precipitado.
Chipre, a causa esquecida
Em Sydney-2000, os brancos australianos aproveitaram para pedir desculpas oficiais para os aborígenes, vítimas de racismo durante séculos. Em Atlanta-1996, foi a vez dos EUA reverenciarem a cultura negra do chamado "Deep South", o sul dos Estados Unidos.
Mas e na Grécia? Chipre tentou chamar a atenção para sua causa, mas não conseguiu. Invadida pela Turquia há 30 anos, a ilha atualmente se divide entre o território dominado pela comunidade grega e outra de maioria turca. A tocha olímpica passou pelo país, menos na região turca.
A questão não tem previsão para ser resolvida, afinal, as duas comunidades se colocam em posições extremadas, com os gregos lembrando da dominação otomana. E a rivalidade aumenta ainda mais nas Olímpiadas, com Grécia e Turquia disputando medalha a medalha em uma competição particular.
Coluna publicada em 21/08/2004
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