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Carina Hata/UOL

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Esqueçam o joelho, e vamos torcer pela Daiane
Georgette Vidor No Rio de Janeiro
Estamos vivendo um momento muito expressivo da nossa ginástica: Daiane está em todos os jornais, revistas, encantando o Brasil. Mas sinto um pouco de medo disso tudo, não sei como seria se eu fosse técnica da seleção de hoje.
Espero que Daiane consiga conviver bem com tudo isso. Só não entendo porque todos os jornalistas só perguntam como está seu joelho. Acredito que deve ser uma tortura tocar a todo o momento neste assunto, que certamente não deve agradá-la, e até perturbá-la.
Tenho certeza que nos momentos em que ela tenta esquecer, alguém faz questão de lembrá-la. Mas, apesar disso tudo, acredito no potencial dela e desejo que sua estrela brilhe na hora "H".
Nos treinamentos oficiais já tiramos uma prévia do que irá acontecer e quem está em condições de disputar medalhas no solo. Na classificação, veio a vaga entre as 24 melhores do mundo e a certeza que Daiane dos Santos está no jogo na prova de solo. E com grandes chances de medalha.
Torci pelo Mosiah Rodrigues, pela Daniele Hypólito (minha ginasta durante nove anos) e a Camila Comin, mas não deu. Todos eles formam uma excelente geração, que teve sorte de contar com patrocínio e ajuda da verba da lei Piva.
É bom não esquecer que, se vier a medalha de Daiane, a ginástica brasileira não começou agora. Teve Cláudia Magalhães em Moscou-1980. Gerson Ionato e Tatiana Figueiredo em Los Angeles-1984.
Em Seul-1988, foi a vez de Guilherme Saggese e Luisa Parente, que repetiu a dose em Barcelona-1992, em minha companhia. Já Soraya Carvalho foi para Atlanta-1996. Em Sydney-2000, finalmente, estiveram Camila Comin e Daniele Hypólito. Infelizmente, Daiane, que tinha brilhado no Pan-Americano de 1999, não conseguiu classificação para os Jogos da Austrália. Agora, quatro anos depois, é a vez dela. Estamos na torcida.
Coluna publicada em 22/08/2004
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