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Carina Hata/UOL

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Vôlei é um xadrez com cortadas
William Carvalho Em Brasília
O vôlei masculino está pronto para ser campeão olímpico. Focado, entrosado, equilibrado. O que faltou para o time feminino nas semifinais, sobrou para os homens.
Claro, as circunstâncias são completamente diferentes. O time de Bernardinho está acostumadíssimo a encarar decisões, o que mais fez nos últimos quatro anos. Já José Roberto Guimarães operou milagres com as meninas em seis meses.
Nessas horas, o vôlei vira um jogo de xadrez. É preciso calma para preparar as jogadas como um xeque-mate. Para as meninas, pesou o lado emocional, e elas desperdiçaram sete match points contra a Rússia. Nem a experiência de uma Fernanda Venturini ou de uma Virna contou nesse momento.
Já o masculino está simplesmente sensacional. Nos outros times, você destaca um ou dois jogadores, enquanto no Brasil isso é impossível. A equipe é tão compacta, que vejo os 12 atletas em um mesmo nível.
Também é complicado destacar um fundamento. Sacamos muito bem, distribuímos bem as bolas e mostramos uma opção para o ataque como ninguém. Colocamos todas as bolas na mão do levantador Ricardinho, que sabe servir maravilhosamente um ataque nada afobado.
No jogo semifinal, os norte-americanos não sabiam o que fazer, devido à grande variação de jogadas dos brasileiros, e ao revezamento constante entre os jogadores. Saia André Nascimento, entrava Giovane, e os norte-americanos não achavam como entrar de novo na partida.
Na final, porém, o Brasil vai encontrar uma pedreira, a Itália. Eles sacam muito bem, e seus ponteiros, Sartoretti, Gianni e Cernic, são muito bons. Em especial, Gianni, que tem muita experiência e muitos títulos nas costas.
Coluna publicada em 27/08/2004
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