Paavo Nurmi (FIN)
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EFE

Paavo Nurmi: nove medalhas de ouro em provas de fundo
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O finlandês Paavo Johannes Nurmi, nascido em Turku, no dia 13 de junho de 1897, é um dos quatro únicos atletas que conseguiram nove medalhas de ouro olímpicas. Um feito ainda mais impressionante se considerarmos que suas medalhas foram ganhas nas mais exigentes provas de fundo e que, quando estava no auge, ele foi proibido de participar dos Jogos sob a acusação de profissionalismo.
Nurmi apareceu pela primeira vez nos Jogos de 1920, na prova de 5.000 m, ganhando uma medalha de prata. Três dias mais tarde, venceu os 10.000 m. Em seguida, ganhou as provas de Cross Country individual e por equipes.
No dia 10 de julho de 1924, em Paris, Nurmi realizou uma das maiores campanhas da história olímpica. Ganhou o ouro nos 1.500 m e, duas horas mais tarde, os 5.000 m. No dia seguinte, o finlandês venceu a prova de Cross Country individual e por equipes.
Enquanto a maioria dos seus rivais ainda tentava se recuperar do esforço, Nurmi venceu a prova dos 3.000 m por equipes. Ele ainda tentou defender seu título nos 10.000 m, mas os treinadores finlandeses se recusaram a inscrevê-lo. Em 1928, Nurmi concluiu sua carreira olímpica com uma vitória nos 10.000 m e duas medalhsa de prata - nos 5.000 m e nos 3.000 m com obstáculos. Morreu no dia 2 de outubro de 1973.
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Jesse Owens (EUA)
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EFE

Owens venceu quatro provas mas não foi cum- primentado por Hitler
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Vencedor de quatro medalhas de ouro em Berlim-1936, o negro norte-americano Jesse Owens foi o protagonista daquela edição. Suas vitórias derrubaram a teoria nazista da superioridade da raça ariana. Ao chegar em primeiro nos 100 m rasos, Jesse Owens não recebeu o cumprimento de Adolf Hitler, que deixou o estádio após a vitória.
Além dessa conquista, Owens levou para casa o ouro nos nos 200 m (20s7) e no salto em distância (8,13 m), batendo recordes olímpicos, e no revezamento 4x100 m (39s8), no qual cravou um novo recorde mundial com o time norte-americano.
Neto de escravos, James Clevland Owens nasceu no Alabama, em 12 de setembro de 1913. Aos sete anos, ajudava os pais na colheita de algodão. Após a vitória em Berlim-1936, Owens foi prejudicado pela Segunda Guerra Mundial. Com 35 anos, já não praticava mais o esporte quando os Jogos voltaram a ser disputados, em Londres-1948. Owens morreu no dia 31 de março de 1980, aos 76 anos.
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Fanny Blankers-Koen (HOL)
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EFE

Francina Blankers-Koen dominou a cena nos Jogos de Londres-1948
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Mãe de dois filhos e com 30 anos de idade, a holandesa Francina "Fanny" Elsje Blankers-Koen foi o grande destaque de Londres-1948. Vencedora de quatro medalhas de ouro (recorde que perdura no atletismo até hoje), Fanny ficou conhecida como "Mamãe Maravilha".
Em Berlim-1936, aos 18 anos, Fanny não havia subido ao pódio. Doze anos depois, a holandesa conquistou seu primeiro ouro nos 100 m rasos. Pouco depois, mesmo cansada, venceu a disputa dos 200 m rasos. O terceiro ouro saiu na prova dos 80 m com barreiras, cujo recorde mundial foi batido pela holandesa. Para fechar sua fantástica participação, Fanny fez parte equipe holandesa no revezamento 4x100 m rasos, encerrando a prova.
Fanny ainda conseguiu participar dos Jogos de Helsinque, em 1952, mesmo com uma forte lesão. No ano seguinte, após uma série contusões, encerrou a carreira. Em janeiro de 2004, Fanny morreu aos 85 anos.
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Carl Lewis (EUA)
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EFE

Carl Lewis foi o grande nome do atletismo nos Jogos de Los Angeles
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Um dos maiores atletas de todos os tempos, o norte-americano Carl Lewis viveu sua melhor fase em Los Angeles-1984. Nascido em 1° de julho de 1961, Carleton Frederick Lewis entrou para a história como um dos quatro atletas a ganhar nove medalhas de ouro e um dos três a vencer a mesma prova quatro vezes consecutivas.
Em 1984, o norte-americano faturou quatro medalhas de ouro. A primeira, nos 100 m rasos. Lewis venceu a prova com uma vantagem de 2,5 metros, a maior em toda a história da modalidade. Já a segunda medalha foi conquistada dois dias depois, no salto em distância. Nos 200 m rasos, Lewis venceu e quebrou o recorde olímpico. Na última conquista, Lewis participou da equipe do revezamento 4x100 m rasos, que além do ouro, bateu os recordes mundial e olímpico.
Em Seul-1988, Carl Lewis ficou com a medalha de ouro nos 100 m rasos após o canadense Ben Johnson ter sido pego no exame anti-doping. O norte-americano ganhou ainda o salto em distância e garantiu a prata nos 200 m rasos. Na Olimpíada seguinte, em Barcelona-1992, Lewis voltou a ganhar o ouro no salto em distância e também com a equipe no revezamento 4x100 m livres. Em sua última Olimpíada, em Atlanta-1996, o atleta venceu pela quarta vez consecutiva o salto em distância.
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Adhemar Ferreira da Silva (BRA)
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Folha Imagem

Adhemar Ferreira da Silva: único brasileiro bicampeão olímpico
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Adhemar Ferreira da Silva nasceu em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1927. Filho único de um ferroviário e de uma cozinheira, o menino magro de pernas finas e compridas, iniciou sua trajetória jogando futebol em campos de várzea, no bairro paulistano da Casa Verde. Conheceu uma pista de atletismo pela primeira vez aos 18 anos e logo se entusiasmou com uma estranha modalidade: o salto triplo. O jovem atleta foi ajudado pelo legendário treinador de origem alemã, Dietrich Gerner, então treinador de atletismo do São Paulo Futebol Clube.
Adhemar estreou em Olimpíadas em Londres-1948. Com um salto de 16,05 m, terminou na 14ª colocação. Em 1950, na pista do Clube Tietê, em São Paulo, saltou 16 m e igualou o recorde mundial que pertencia, desde 1936, ao japonês Naoto Tajima. No ano seguinte, no Rio de Janeiro, superou o recorde mundial com um salto de 16,01 m. Ainda em 1951, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos. Como recordista mundial e grande favorito, Adhemar foi para a sua segunda Olimpíada em Helsinque-1952. Na Finlândia, não decepcionou e ainda por cima quebrou o recorde mundial quatro vezes.
Grande nome do salto triplo no anos 50, o atleta brasileiro alcançou sua melhor marca em toda a carreira ao saltar 16,56m no Jogos Pan-americanos da Cidade do México-1955, no dia 16 de março. Em 1956, em Melbourne, em sua terceira olimpíada, Adhemar saltou 16,35m, estabeleceu um novo recorde olímpico e ganhou novamente a medalha de ouro. O atleta paulista chegou aos Jogos da Austrália como porta-bandeira da delegação brasileira e saiu de lá como o único brasileiro e sul-americano bicampeão olímpico em todos os tempos.
Em 1959, Adhemar conquistou o tricampeonato nos Jogos Pan-americanos. No ano seguinte, em 1960, o atleta, com 32 anos, foi para a sua quarta olimpíada. Em Roma-1960, no entanto, foi vítima de uma tuberculose e não conseguiu repetir as boas atuações. Depois disso, encerrou sua vitoriosa carreira, que contou também com cinco títulos sul-americanos e dez brasileiros. Adhemar morreu em 12 de janeiro de 2001, aos 74 anos, em São Paulo, vítima de parada cardíaca provocada por complicações respiratórias.
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| Outros destaques |
Alvin Kraenzlein (EUA)
Um dos destaques de Paris-1900 foi o norte-americano Alvin Christian Kraenzlein (1876-1928), ganhador de quatro medalhas de ouro em provas individuais, recorde que ainda persiste. Ele ganhou as quatro medalhas (nos 110 m e 200 m com obstáculos, nos 60 m e no salto em distância) no curto período de três dias. Na final do salto em distância, Kraenzlein acabou sendo favorecido quando seu maior rival, o compatriota Meyer Prinstein, não quis participar do último dia de disputas, um domingo, por motivos religiosos. Dentista formado, Kraenzlein nunca exerceu a profissão. Preferiu ser técnico de atletismo das equipes nacionais alemã e cubana e da Universidade de Michigan.
Raymond "Ray" Clarence Ewry (EUA)
Apesar de um retrospecto formidável, com oito medalhas de ouro em Olimpíadas, o norte-americano Ray Ewry continua sendo um desconhecido para a maioria do público. Nascido em 14 de outubro de 1873, em Lafayette, Ewry foi vítima de poliomielite aos 12 anos e voltou a andar somente aos 17. Dotado de uma impulsão extraordinária - que lhe valeu o apelido de "Homem Elástico" -, Ewry dominou três provas em três edições seguidas: salto em altura sem impulso, salto em distância sem corrida e salto triplo sem impulso. Ganhou três medalhas em 1900, repetindo o feito em 1904, e mais duas em 1908 (o salto triplo sem impulso foi eliminado do programa dos Jogos). Quinze vezes campeão nacional, Ewry formou-se em Engenharia Mecânica e foi contratado pela prefeitura de Nova York para trabalhar como engenheiro hidráulico. Morreu em 29 de setembro de 1937.
Jim Thorpe (EUA)
Filho de índios, o norte-americano Jim Thorpe se destacou em Estocolmo-1912. Vencedor e recordista do decatlo e do pentatlo, Thorpe foi considerado o "maior atleta do mundo" pelo rei da Suécia, Gustavo V, durante a premiação. A glória, no entanto, foi injustamente retirada pelo COI um ano depois, quando foi descoberto que o atleta recebia US$ 15 semanais para jogar beisebol. Na época, a entidade não admitia que atletas fossem pagos para competir e pregava o amadorismo. Em 1953, aos 45 anos, Thorpe morreu de ataque cardíaco nos EUA. Dez anos depois, em 1963, foi eleito para o Hall da Fama do esporte. O COI, no entanto, só foi rever sua decisão 70 anos mais tarde, em 1982, quando resolveu devolver as medalhas aos familiares de Thorpe.
Elizabeth Robinson (EUA)
Com apenas 16 anos, Elizabeth "Betty" Robinson foi a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro no atletismo. Nascida em Riversale, em 23 de agosto de 1911, Betty entrou para o esporte de forma curiosa: alguns meses antes das Olimpíadas, enquanto corria para tentar pegar um ônibus, foi vista por um professor de educação física, que ficou impressionado com sua velocidade. Na sua segunda competição, as seletivas dos EUA para os Jogos de 1928, Betty igualou o recorde mundial dos 100 m, marcando 12s2. Em Amsterdã, quando disputava sua quarta corrida na carreira, venceu os 100 m rasos. Na seqüência, ganhou a medalha de prata no revezamento 4 x 100 m com a equipe dos Estados Unidos. Três anos depois, Robinson sofreu um grave acidente aéreo em Chicago. Ficou impossibilitada de andar por dois anos e só voltou a treinar em 1933. Com muita força de vontade, a atleta participou de Berlim-1936, onde conquistou o ouro no revezamento 4x100 m rasos. Betty morreu no dia 18 de maio de 1999, aos 87 anos.
Emil Zatopek (TCH)
O tcheco Emil Zatopek chegou a Helsinque-1952 como grande destaque, pois já havia conquistado o ouro nos 10.000 m e a prata nos 5.000 m quatro anos antes, em Londres. Na Finlândia, o tcheco tornou-se novamente a grande figura do atletismo, o que acabou lhe rendendo o apelido de "Locomotiva Humana". Zatopek começou ganhando os 10.000 m com muita facilidade. Dois dias mais tarde, o atleta levou outro ouro, nos 5.000. No mesmo dia, sua mulher, Dana Zatopkova ganhou a medalha de ouro no arremesso do dardo. Para completar a alegria da família Zatopek, três dias depois o marido Emil venceu também a maratona. Nos Jogos de Melbourne-1956, o tcheco voltou a competir na prova, terminando na sexta colocação. O resultado foi considerado excelente, afinal Zatopek descobriu uma hérnia seis meses antes do início das Olimpíadas.
Abebe Bikila (ETI)
Membro da guarda pessoal do imperador etíope Haile Selassie, Bikila tinha 28 anos e corria uma maratona pela terceira vez. O etíope cruzou a linha de chegada com 200 metros de vantagem sobre um dos favoritos, o marroquino Rhadi Ben Abdesselem, que até a libertação do seu país havia competido sob a bandeira francesa. Bikila nasceu em uma favela de Addis Abeba, capital da Etiópia. Para treinar, costumava correr descalço em montanhas com mais de 2.000 m de altitude. Com isso, ganhou o preparo físico necessário para se tornar um campeão. A conquista do etíope foi a primeira de um negro africano na história das Olimpíadas.
Florence Griffith-Joyner (EUA)
Considerada a maior velocista da história do atletismo mundial, a norte-americana Florence Griffith-Joyner começou a correr com apenas 7 anos. Nascida em Los Angeles em 21 de dezembro de 1959, a atleta estreou na Olimpíada de Los Angeles-1984, conquistando a prata nos 200 m. Em 1988, durante as eliminatórias dos EUA para os Jogos de Seul, quebrou o recorde mundial dos 100 m com a impressionante marca de 10s49. Já na Coréia do Sul, Florence se converteu na rainha dos Jogos ganhando a medalha de ouro dos 100 e 200 m (batendo o recorde mundial em duas oportunidades) e no revezamento 4x100 m. Ganhou também a medalha de prata no revezamento 4x400 m. Em 1989, surpreendeu a todos ao se retirar das pistas. Florence morreu em 1998, com apenas 38 anos, vítima de uma forma rara de epilepsia. Alguns médicos relacionaram sua morte ao consumo de substâncias proibidas.
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