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Paavo Nurmi foi um dos maiores fundistas de todos os tempos
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As primeiras referências de provas atléticas aparecem na civilização egípcia e em outros povos da Ásia. Os gregos organizaram as primeiras reuniões por volta do século XIV a.C., disputando jogos periódicos que incluíam provas de corridas, salto em distância, salto em altura e arremesso de objetos variados. Mais tarde, depois de conquistar a Grécia, os romanos continuaram celebrando provas atléticas até abolir a prática no ano 394 d.C.. Durante sete séculos não foram celebradas competições atléticas a não ser na antiga Irlanda, onde era disputado periodicamente o festival de Lugnas.
No continente americano, as sociedades nativas preparavam seus mensageiros treinado-os para correr longas distâncias. Parte deste treinamento eram competições de corridas com obstáculos que eram realizadas durante festividades religiosas. Por volta do ano 1154, provas atléticas começaram a ser praticadas em Londres, apesar da proibição real para todo esporte que interferisse na prática da arqueria, necessária para o aprimoramento guerreiro. Mais tarde, provas de atletismo foram permitidas, desde que com autorização expressa do rei.
No início do século XIX, as corridas se tornaram freqüentes na Inglaterra. Provas para amadores foram disputadas em Uxbridge em 1825. O colégio de Eton criou a prova da corrida com obstáculos em 1827. Em 1834, um grupo de atletas britânicos organizou as primeiras regras para determinadas provas. O primeiro meeting organizado na época moderna foi promovido pela Real Academia Militar, em Woolwich, em 1849. A universidades de Oxford e Cambridge começaram a se enfrentar em 1864, e o primeiro torneio britânico foi disputado em 1866.
Nos Estados Unidos, o primeiro campeonato nacional foi disputado em 1868. Ao longo do continente europeu foram realizados encontros e festivais atléticos que incluíam provas de corridas, de saltos e de arremesso. Essas modalidades eram praticadas também durante os jogos de Tailteann, na Irlanda, e nos jogos do Highland, na Escócia. Imigrantes britânicos levaram o atletismo aos Estados Unidos na metade do século XIX. O ponto de partida do atletismo organizado no território norte-americano foi a fundação do New York Athletic Club (NYAC), em 1868. Este clube se encarregou de organizar o primeiro campeonato dos Estados Unidos de atletismo, em 11 de novembro de 1868. Na América do Sul, os imigrantes ingleses, que chegaram para trabalhar nas ferrovias e nos frigoríficos, foram também os encarregados de divulgar as provas atléticas, primeiro na Argentina, em 1867, depois no Chile, em 1877, e Brasil, antes da virada do século.
Em 23 de julho de 1894, o barão Pierre de Coubertin convocou um congresso e apresentou o projeto para a volta dos antigos Jogos Olímpicos, interessando aos delegados dos 12 países presentes. Depois da restauração dos Jogos Olímpicos, o atletismo se transformou no mais popular dos esportes individuais. Em 1913, foi criada a Federação Internacional de Atletismo Amador (Iaaf), com sede na cidade de Londres, no Reino Unido. A Iaaf é o organismo que rege as competições do atletismo em escala internacional, estabelecendo as regras e oficializando os recordes obtidos pelos atletas.
Após estrear na Olimpíada de Atenas-1896, o atletismo esteve sempre presente no programa oficial dos Jogos e sempre com o maior número de provas na história. Hoje, o atletismo possui 46 modalidades disputadas por homens e mulheres em campo, ao ar livre ou em recinto fechado. Desde então, os Estados Unidos vêm dominando todas as provas, conquistando nada menos que 258 medalhas de ouro e 608 medalhas no total em provas masculinas, além de 43 de ouro e 89 no total em disputas femininas. Finlândia, Reino Unido e a antiga União Soviética também brilharam nas disputas do atlestimo em Jogos Olímpicos.
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Michael Johnson foi 1º a vencer os 200 e os 400 m na mesma edição
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Provas de Velocidade
A primeira prova de velocidade de que se tem registro está diretamente vinculada aos Jogos Olímpicos da Antiguidade. Em Olímpia, os jogos tinham uma conotação religiosa e esportiva e estavam diretamente associados a Zeus e a seus sacerdotes. O início das festividades era marcado por pelo ato de acender uma tocha ritual. Para escolher o encarregado de acender esta tocha, os sacerdotes organizavam uma corrida, entre os cidadãos livres presentes, que consistia em uma prova de corrida em velocidade com uma tocha apagada na mão. O primeiro a chegar na pira e acender a tocha, ganhava a honra de ser o encarregado de acender o fogo sagrado no inicio das festividades. Mais tarde, as corridas com a distância de um ou dois estádios (cada volta ao estádio media 168 metros) foram parte importante dos antigos Jogos Olímpicos. Atualmente se disputam provas de velocidade em três distâncias: 100, 200 e 400 m. As provas de velocidade começaram a ser disputadas na Inglaterra na metade do século XIX. A história do desenvolvimento da velocidade não começou, como se imagina, com a prova dos 100 m. A corrida das 100 jardas (91,44 m) foi a antecessora da mais charmosa prova do atletismo. Existe uma diferença de 17 anos entre o primeiro registro oficial na medida inglesa com respeito aos 100 m. A primeira marca oficial registrada foi conseguida pelo atleta inglês Thomas Bury, que no dia 29 de novembro de 1855, registrou 10s. Obviamente, na época, não era considerada a colaboração do vento. Em 1880, nos Estados Unidos, começaram a ser utilizados os tênis com pregos (spikes) e, em 1887, Charles Sherrill começou a se valer da largada com o corpo inclinado. Este tipo de largada pouco convencional provocou risos tanto dos espectadores como também dos juizes. Nos primeiros Jogos Olímpicos, em Atenas-1896, foram disputadas provas de velocidade, o único a utilizar este tipo de largada foi o vencedor, o norte-americano Thomas Burke. Nos primeiros Jogos Olímpicos, em 1896, em Atenas, foram disputadas provas dos 100 e 400 m unicamente. A prova dos 200 m começou a ser disputada nos Jogos de Paris, em 1900. Naqueles Jogos e também nos seguintes, em Saint Louis-1904, foi disputada uma prova de velocidade na distância de 60 m.
Corridas de Revezamento
As corridas de revezamento são provas de velocidade para equipes de quatro integrantes em que um corredor percorre uma determinada distância e logo passa ao seguinte corredor um tubo rígido (bastão) e assim sucessivamente até completar a distância da corrida. A passagem do bastão deve ser realizada dentro de uma zona determinada de 20 metros de longitude. As origens destas corridas estão nos tempos mais remotos, quando os seres humanos idealizaram formas para comunicar-se a distância. Com o início da linguagem escrita, começou a utilização da carta e, através dos tempos, e das particularidades geográficas, distintos povos organizaram seus serviços de correspondência. Estes serviços, que cobriam longas distâncias, eram montados por estações de relevos, onde um corredor descansado substituía ao portador da mensagem, permitindo maior rapidez e continuidade.Na América do Sul, um eficiente serviço de relevos existia no Império Incaico muito antes da chegada dos conquistadores.Em tempos mais recentes, esta forma de competição começou a ser praticada nos Estados Unidos por volta de 1890, inspiradas no modelo praticado como treinamento pelos bombeiros de Massachusetts. A prova caiu nas graças dos praticantes de atletismo e, em 1893, uma prova de revezamento foi incluída pela primeira vez no campeonato norte-americano de atletismo.Nos Jogos Olímpicos se disputam provas de revezamento 4 x 100 m e 4 x 400 m. As duas corridas entraram para o programa olímpico nos Jogos de 1912.
EFE

Dick Fosbury revolucionou a técnica do salto em altura nos Jogos de 1968
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Salto em Altura
O objetivo do salto em altura é passar sobre uma barra horizontal que se encontra suspensa entre dois suportes verticais separados por quatro metros de distância. O atleta tem direito a três tentativas para superar cada altura. Atualmente, a maioria dos saltadores usa o estilo denominado "fosbury", assim chamado em homenagem a seu inventor, o atleta norte-americano Dick Fosbury, que o usou pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México. Para executar o salto, os atletas se aproximam da barra quase de frente, giram o corpo enquanto começam a se elevar, alcançam a barra com a cabeça na frente, superando o obstáculo de costas, antes de cair com os ombros no colchão de proteção. Esta modalidade não fazia parte dos Jogos olímpicos da Grécia antiga, mais foi assiduamente praticada pelos celtas e pelos normandos. A primeira competição envolvendo salto em altura foi realizada na Inglaterra, em 1840, e regulamentada em 1865. Na época, cada competidor tinha três saltos de chance em cada altura e a barra horizontal não podia ser aumentada no caso de um competidor derrubá-la. A altura de 1,83 m foi ultrapassada pela primeira vez em 1874, pelo inglês Marshall Brooks, utilizando a técnica de saltar de frente com um pé adiantado. O salto estilo "tesoura" foi usado pelo pela primeira vez pelo norte-americano William Page. Até 1936, as regras especificavam que a barra transversal tinha que ser superada com um pé na frente. Em 1941, Lester Steers, dos Estados Unidos, inovou criando o estilo "de cabeça", atingindo a incrível marca - para a época - de 2,11 m. A modalidade fez parte do programa oficial dos Jogos Olímpicos desde a primeira edição, em Atenas-1896. Nos Jogos de 1900 foi disputada também uma prova de salto em altura sem corrida.
Salto com Vara
No salto com vara, o atleta tenta superar uma barra transversal, com a ajuda de uma vara flexível, normalmente de 4 a 5 metros de comprimento, fabricada em fibra de vidro. O saltador segura a vara uns centímetros antes do final da mesma, corre pela pista para o local onde esse encontra a barra, finca a ponta da vara no chão - em um pequeno encaixe localizado imediatamente antes do local onde se encontra a projeção da barra - e salta apoiando-se com a vara, atravessa a barra horizontal com os pés para frente e logo cai no colchão de ar. O salto com vara requer boa velocidade de corrida, musculatura forte nas costas e muita habilidade ginástica. A modalidade é disputada nos Jogos Olímpicos modernos desde a primeira edição, em Atenas-1896. Os antigos gregos da Ilha de Creta foram os primeiros a utilizar a vara para efetuar saltos rituais por cima dos touros. Posteriormente, os celtas utilizaram a vara para competições de salto em distância. Deste evento foi desenvolvido o salto vertical, disputado oficialmente pela primeira vez na metade do século 17, na Alemanha, durante provas de ginástica. Os norte-americanos divulgaram a modalidade alterando o movimento das mãos ao longo da vara e popularizaram a técnica de saltar com pés para cima.
Salto em distância
No salto em distância o competidor corre por um corredor e salta antes de uma marca transversal tentando alcançar a máxima distância possível. Quando está no auge do salto, o atleta coloca os pés na frente do corpo para ajudar a conseguir a maior distância. Um salto se mede, em linha reta, desde a borda frontal da marca transversal até a marca mais próxima, chamada de plataforma transversal, feita por qualquer parte do corpo do atleta ao contatar com a terra. Os atletas se classificam tendo como base seus saltos mais longos. O salto em distância requer pernas fortes, boa musculatura abdominal, velocidade em corrida e boa impulsão. A modalidade fez parte das competições esportivo-religiosas que se realizavam no monte Olimpo e em outras cidades da Grécia antiga. O primeiro registro de sua inclusão nos Jogos da Antiguidade data do ano 708 a.c., quando integrava o antigo pentatlo. O evento moderno foi regulamentado na Inglaterra por volta do ano 1850 e, posteriormente, levado para os Estados Unidos. Na época, o atleta devia iniciar o salto a 20 cm do inicio da caixa de areia. Até 1920, a técnica utilizada era a de dobrar as pernas por baixo do corpo imediatamente após o início do salto. Entre 1922 e 1927, o norte-americano William de Hart Hubbard - primeiro campeão olímpico negro - começou a utilizar a técnica dos pés na frente do corpo e a movimentar as pernas no ar. O salto em distância fez parte do programa oficial da primeira Olimpíada da era moderna, em 1896.
Salto Triplo
O objetivo do salto triplo é cobrir a máxima distância possível em uma série de três saltos interligados. Na primeira fase da seqüência, o saltador corre pela pista e salta desde uma marca de lançamento, caindo ainda na pista com um pé e voltando a se impulsionar para frente, caindo com o outro pé e impulsionando-se novamente para cima e para frente, caindo desta vez com os dois pés numa caixa de areia. O estilo de três saltos numa ação contínua foi inventado pelos escoceses e regulamentado no final do século 19 pelos irlandeses. Estes últimos, quando migraram para os Estados Unidos, levaram a modalidade para Nova York, onde ela caiu no gosto dos atletas. Originariamente, os dois primeiros saltos eram com o mesmo pé. A norma dos pés opostos foi introduzida em 1900. A modalidade esteve presente nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas-1896.
Arremesso de Peso
O objetivo da prova de arremesso de peso e impulsionar uma bola sólida de metal através do ar na máxima distância possível. O peso da bola para homens é de 7,26 kg, e para as mulheres de 4 kg. A ação no lançamento está restrita a um circulo de 2,1 m de diâmetro. Referências a festividades que incluíam provas de arremesso de pedras e outros objetos são encontradas na civilização egípcia e em outros povos da Ásia. Os gregos incluíram provas de arremesso nas primeiras reuniões religiosas e esportivas por volta do século 14 a.c.. No século 16, o rei inglês Henrique 8º celebrou sua façanhas nas competições da côrte com lançamentos de peso e, no século 17, soldados ingleses organizaram competições de lançamento de balas de canhão, embrião do atual arremesso de peso. As regras da competição foram estabelecidas em 1860, quando o lançamento tinha que ser feito desde dentro de um quadrado de 2,13 m de lado. O quadrado foi substituído pelo circulo em 1906. Modalidade olímpica desde 1896, o arremesso de peso foi disputado também nos Jogos Olímpicos Intermediários de Atenas, em 1906, quando foi realizada uma prova de arremesso de pedra. Nos Jogos de Estocolmo-1912, foi agregada ao programa uma prova de arremesso de peso com as duas mãos. A atleta arremessava com a mão direita e a marca era somada ao arremesso posterior feito com a mão esquerda.
Arremesso do Dardo
O dardo utilizado na modalidade é um instrumento alongado que tem um comprimento mínimo de 260 cm para os homens e de 220 cm para as mulheres, e um peso mínimo de 800 g para os homens e de 600 g para as mulheres. Tem uma alça de corda de 15 cm de longitude que se encontra, aproximadamente, no centro de gravidade. Duas linhas paralelas, separadas por 4 m, marcam a pista de lançamento. O ponto máximo de lançamento tem 7 cm de largura e atravessa a pista, no solo, tocando os extremos das linhas que marcam a pista. O centro deste corredor está eqüidistante entre as linhas de marca da pista. Desde este ponto central se estendem duas linhas de 90 m de distância. Todos os arremessos devem cair entre estas duas linhas. O dardo representa a lança utilizada por todas as civilizações antigas como meio de subsistência. A primeira competição em que foi disputada uma prova de dardo foi no ano 708 d.c., durante os Jogos Olímpicos da antiga Grécia. Originariamente, havia dois eventos para o arremesso de dardo: lançamento de pontaria e distância. No ano 1780, o dardo era um dos eventos dos Jogos Escandinavos, onde já se utilizava o modo atual de arremessar, com uma mão, com impulso de corrida. A modalidade é disputada desde os Jogos de 1896.
Arremesso do Martelo
Os arremessadores do martelo competem lançando uma pesada bola de ferro pressa a um arame metálico com uma alça na extremidade. A bola, o arame e a alça, juntos, pesam 7,26 kg e formam uma unidade de uma longitude máxima de 1,2 m. A base de lançamento é um circulo de 2,1 m de diâmetro. Segurando a alça com as duas mãos e mantendo os pés imóveis, o atleta faz a bola girar em um círculo que passa por cima e por baixo da sua cabeça, até a altura dos joelhos. Quando o martelo alcança velocidade, o arremessador gira sobre si próprio duas ou três vezes para acelerar mais a bola e logo a solta para cima e para frente em um ângulo de 45 graus. Se o martelo cai no terreno dentro de um ângulo de 90 graus, o arremesso é considerado válido. O arremesso do martelo estreou nos Jogos Olímpicos de Paris, em 1900, com a presença de cinco competidores. O vencedor foi John Flanagan, um imigrante escocês nacionalizado norte-americano, que tinha conseguido o recorde mundial em 1895, quando ainda morava nas Ilhas Britânicas. Flanagan, que ganhou três medalhas de ouro consecutivas nos Jogos Olímpicos, é considerado o pai do esporte. Praticamente todas as antigas civilizações praticavam algum tipo de arremesso como passatempo ou como atividades preparatórias para o combate. O antecessor mais antigo do atual arremesso do martelo, que se conhece, era o utilizado pelos escoceses durante os Highland Games, disputados anualmente durante séculos pelos clãs das terras altas. Nestes jogos, que incluíam esportes e jogos tradicionais, se disputavam exigentes torneios atléticos e o arremesso do martelo era um dos pontos altos das festividades. O rudimentar martelo escocês consistia em uma bola de ferro amarrada a um corrente.
Arremesso de Disco
O disco é um prato com a borda e o centro de metal que se arremessa desde um círculo que tem um diâmetro de 2,50 m. Na prova masculina, o disco mede entre 219 e 221 mm de diâmetro e de 44 a 46 mm de espessura; pesa 2 kg. Na modalidade feminina, mede entre 180 e 182 mm de diâmetro e de 37 a 39 mm de espessura, pesando 1 kg. O atleta deve segurar o disco plano contra os dedos da mão e o antebraço do lado do arremesso, logo gira sobre si mesmo rapidamente e lança o disco ao ar estendendo o braço. Esta modalidade foi criada na Grécia mitológica e é considerada a mais antiga prova de arremesso do atletismo. Os estudiosos acreditam que os primitivos discos eram feitos de pedra e não tinham o formato atual. Depois foram feitos de bronze pesando entre 2 e 6 kg, com 21 e 31 cm de diâmetro, ou seja, os discos vieram sofrendo modificações e aperfeiçoamentos através dos tempos até chegarem ao formato circular utilizado atualmente. Este esporte foi muito popular na antiguidade, levando inclusive a vários artistas de época a estudá-lo e representá-lo. Miron, de Atenas, que viveu no século 5 a.c., foi um dos mais famosos destes artistas que estudaram a enorme variedade de posições que o corpo adotava durante o lançamento. Esta prova estreou nos Jogos Olímpicos da antiguidade como parte do pentatlo. Em 1896, nos primeiros Jogos da era moderna, o disco foi incluído no programa oficial como uma modalidade individual. O disco foi padronizado em 1907.
Maratona
A maratona se disputa sempre em um circuito de 42,195 km. A idéia da maratona foi inspirada na lenda de Feidípides, um corredor que supostamente levou a noticia da vitória grega sobre os persas na batalha de Marathon, no ano 490 a.c.. Em 1894, quando as reuniões para organizar o ressurgimento dos Jogos Olímpicos modernos começaram, Michel Bréal, um lingüista e historiador francês, propôs que uma corrida de longa distância fosse incluída no programa. Para isso, chegou a oferecer uma taça de prata ao vencedor. Invocando a lenda de Feidípides, Bréal e o Barão de Coubertin apresentaram a idéia ao Comitê Olímpico dos Jogos de Atenas. Os gregos, motivados pela presumida importância histórica associada a tal corrida, acederam imediatamente. Pouco tempo depois, a corrida da maratona se converteu no evento mais importante dos próximos Jogos, e corridas preliminares para os gregos foram disputadas entre a ponte de Marathon e o estádio de Atenas. A primeira corrida foi ganha por Charilaos Vasilakos. A segunda corrida foi considerada oficialmente classificatória para os Jogos e foi disputada por 38 participantes. O ganhador foi Ioannis Lavrentis. Na quinta colocação chegou um jovem de 24 anos chamado Spiridion Louis, que ganharia a primeira medalha de ouro da história.
Marcha atlética
As provas de marcha ocorrem normalmente sobre distâncias compreendidas entre os 1.500 m e os 50 km e são especialmente populares na Europa, nos Estados Unidos e no México. A regra principal de este tipo de corridas é que o calcanhar do pé da frente deve permanecer em contato com o solo até que a ponta do pé posterior deixe de fazer contato com o solo. A regra foi criada para evitar que os participantes corram. As provas de marcha apareceram pela primeira vez nos Jogos Olímpicos Intermediários de Atenas, em 1906, considerados não oficiais. A estréia se caracterizou pelas marcantes diferenças de opinião com referência aos diversos estilos para marchar. Na ocasião se disputaram provas de 1.500 e 3.000 m, em dias consecutivos. A primeira prova, obviamente muito curta e, portanto, exposta a uma fiscalização de marcha correta, provocou uma enorme controvérsia quando os dois primeiros colocados, o britânico Richard Wilkison e o austríaco Eugen Spiegler, foram desclassificados, e o terceiro, o norte-americano George Banhag, esteve perto de sofrer a mesma punição. Dois dos quatro juizes não concordaram com seu estilo, porém o príncipe Jorge da Grécia, presidente do júri, deu o voto decisivo a favor de Banhag. A prova dos 3.000 m foi ganha pelo húngaro Gyorgy Sztantics. Também neste caso, Wilkison e Spiegler tinham acabado a prova em primeiro e segundo lugares, respectivamente, mas voltaram a ser desclassificados como no dia anterior. A primeira prova olímpica oficial foi disputada nos Jogos de 1908 sobre a distância de 10 milhas. Nos Jogos da atualidade são disputadas provas de 20 km (desde 1956) e de 50 km (desde 1932).
EFE

Jim Thorpe foi considerado o "maior atleta do mundo" em Estocolmo
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Decatlo
O decatlo masculino consiste em dez provas combinadas, realizadas em dois dias, que premiam a resistência e a versatilidade atlética. As provas seguem esta ordem: 100 m rasos, salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, 400 m rasos, 110 m com barreiras, arremesso do disco, salto com vara, arremesso do dardo e 1.500 m rasos. As atuações dos atletas nas diversas provas são medidas contra uma pontuação ideal de 10 mil pontos. A maior pontuação acumulada determina o vencedor. O decatlo faz parte do programa olímpico desde os Jogos de Estocolmo, em 1912. Segundo as regras da época, a competição era realizada em três dias. O antecedente mais antigo do decatlo é o pentatlo, que se disputava nos antigos Jogos da Grécia no século 6 d.c. - nas festividades de Corinto, Delfi e Nemea - e perdurou por centenas de anos. Nos Jogos de Olímpia, começou a ser disputado em 708 d.c.. Quando os Jogos gregos e romanos desapareceram, uma modalidade de esporte combinando várias especialidades sempre foi disputada através do continente europeu. Durante o apogeu dos vikings (800-1250), tinha vital importância para o preparo dos conquistadores uma prova que incluía corridas, luta e arremesso de lanças. Durante o século 16, como parte da inclusão de exercícios físicos na reforma educacional, foram incluídos no currículo provas combinadas que incluíam salto em distância, em altura, corridas e lutas. No século 17, um advogado inglês aristocrata, Robert Dover, fez a primeira tentativa para reabilitar os Jogos Olímpicos. Estes eventos, os Jogos de Olympik, em Cotswolds, começaram em 1612, duraram mais de dois séculos e incluíam uma competição multi-eventos. O primeiro a regulamentar uma prova com várias modalidades foi ao alemão Guts Muth, autor do primeiro livro de educação física. Em 1860, Muth avaliava o desempenho de seus alunos classificando-os em provas combinadas que incluíam corridas, saltos e arremessos. O verdadeiro conceito do atual decatlo foi desenvolvido nos Estados Unidos pela influência dos imigrantes alemães e escoceses, que trouxeram seus jogos com eles. Nas universidades, depois da Guerra Civil, muitos atletas começaram a praticar modalidades similares ao atual decatlo. Em 1884, o decatlo foi formalizado quando os Estados Unidos realizaram um campeonato nacional de dez eventos combinados (100 jardas, salto em altura, corrida de 880 jardas, arremesso de martelo, arremesso de peso, subida ao poste, salto em distância, corrida de uma milha e salto com vara) realizado em um único dia, com apenas cinco minutos de intervalo entre cada prova. Nos Jogos Olímpicos Intermediários de Atenas, em 1906, foi incluída uma prova de modalidades combinadas, mais parecida com o antigo pentatlo grego, porém sem a prova de luta. A modalidade, como é conhecida atualmente, foi planejada pelos suecos para os Jogos de Estocolmo, em 1912. Um ano antes, usando os dez eventos de hoje, os suecos organizaram o primeiro decatlo, na cidade de Gotemburgo, como um ensaio para os futuros Jogos de Estocolmo. O vencedor desta prova foi Hugo Weislander, que terminaria segundo lugar, atrás de Jim Thorpe. Quanto o norte-americano foi penalizado pelo COI por suposto profissionalismo, Weislandar herdou o recorde mundial e a medalha de ouro.
Heptatlo
O heptatlo é uma competição exclusivamente feminina em que uma mesma atleta compete em sete provas diferentes. Assim como no decatlo masculino, todas as provas da modalidade são realizadas em dois dias. As provas que integram o heptatlo são: 100 m com barreiras, salto em altura, arremesso de peso, corrida de 200 m rasos, salto em distância, arremesso do dardo e corrida dos 800 m rasos. A modalidade é disputada nos Jogos Olímpicos desde Tóquio-1964, porém o conjunto de provas utliziado atualmente data dos Jogos de Los Angeles-1984. Primeiro evento combinado para mulheres, o heptatlo foi criado na Europa nas primeiras décadas do século 20. A primeira prova oficial foi disputada na Alemanha, em 1928, com apenas cinco provas. Na época, compreendia as provas de arremesso de peso, salto em distância, salto em altura, 100 m rasos e arremesso de dardo. A tabela alemã de pontuação era a única adotada na época. Essa tabela foi sucessivamente modificada em 1933, 1954 e 1971. Em 1964, em ocassião dos Jogos Olímpicos de Tóquio, foram incorporadas duas novas provas e aumentada a distância dos 100 m para 200 m rasos.
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