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Earvin "Magic" Johnson (EUA)
EFE

Johnson foi o grande maestro do time dos sonhos em Barcelona


Geralmente os Jogos Olímpicos são o palco onde brilham os atletas que competem em esportes individuais. No caso, a luta contra o relógio ou contra os centímetros sempre provoca um interesse maior por parte do público ou da mídia. Em Barcelona-1992, porém, todos os holofotes estiveram voltados para uma estrela dos esportes coletivos: Earvin "Magic" Johnson.

Líder natural, por carisma e habilidade, foi o jogador encarregado de comandar o primeiro Dream Team da história olímpica - considerado o melhor time da história do basquete - que tinha como missão apagar o fracasso da equipe norte-americana nos Jogos de Seul (terceira colocada).

Considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, Johnson começou na Universidade de Michigan. Com seus 2,06 metros de altura, jogava em todas as posições, destacando-se como armador pela grande facilidade em dar passes "mágicos" para seus companheiros, colocando-os na "cara" da cesta.

Em 1979, no seu segundo ano como universitário, ganhou o título da NCAA - a liga universitária norte-americana -, e decidiu abandonar a universidade para se incorporar à liga profissional (NBA). Escolhido no draft pelo Los Angeles Lakers, jogou na equipe até se retirar, após tornar público que era portador do vírus da Aids. Voltou a jogar em 1992, nas Olimpíadas de Barcelona, ganhando a medalha de ouro, mas se retirou definitivamente logo após os Jogos, devido à polêmica em torno de seu retorno à NBA.

Além do título de campeão olímpico, "Magic" foi campeão universitário (1979) e pentacampeão da NBA (1980, 1982, 1985, 1987 e 1988). Pela liga profissional norte-americana, disputou 906 partidas, marcando 17.707 pontos e dando 10.141 assistências.
Oscar Daniel Bezerra Schmidt (BRA)
EFE

Só faltou uma medalha para coroar a brilhante trajetória de Oscar

Apesar de não contar com uma medalha de ouro olímpica no seu currículo, o brasileiro Oscar é um dos grandes destaques do basquete olímpico. Nascido no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, Oscar participou de cinco Olimpíadas - junto com o porto-riquenho Teófilo Cruz detém o recorde de participações - nas quais marcou 1.093 pontos. Em três delas, foi o maior cestinha da competição.

Oscar começou a jogar basquete aos 13 anos de idade, quando morava com os pais em Brasília. Com 1,90 m na época, sua família vislumbrou nele condições naturais para a prática do basquete, incentivando-o para procurar o técnico Laurindo Miura, do clube Unidade Vizinhança.

Em Brasília, destacou-se rapidamente, despertando o interesse dos olheiros dos clubes paulistas e cariocas. Com apenas 16 anos, foi sondado para continuar a carreira na categoria infantil do Palmeiras, em São Paulo. Aceitou o desafio e logo se destacou, chegando à seleção juvenil. Em 1977, foi eleito o melhor pivô sul-americano. Neste mesmo ano, foi convocado para a seleção principal, sagrando-se campeão sul-americano.

No ano seguinte, depois de integrar a equipe do Brasil que ganhou a medalha de bronze no Mundial disputado nas Filipinas, transferiu-se para o Sírio, levado pelo técnico Cláudio Mortari. No clube paulista, onde jogou até 1982, ganhou a Copa Williams Jones - um importante campeonato internacional interclubes.

Depois de uma rápida passagem pelo América carioca, foi contratado pelo Caserta para disputar o campeonato italiano, onde brilhou durante onze temporadas. Chegou a marcar 14 mil pontos na liga local e a quebrar o recorde italiano de pontos em uma única partida: 66 contra o Fernet Branca.

Estreou nos Jogos Olímpicos em Moscou-1980. Quatro anos mais tarde, em 1984, participou de sua segunda Olimpíada. Em Los Angeles, apesar da fraca participação da equipe brasileira (nona colocada), marcou 169 pontos, o que despertou o interesse do New Jersey Nets, da NBA. O baixo valor da proposta feita pelo time norte-americano, porém, fez com que Oscar decidisse permanecer na Itália.

Nos Jogos Olímpicos de Seul, Oscar foi pela primeira vez o cestinha da competição, com 338 pontos. Nesses Jogos, contra a Espanha, Oscar bateu o recorde olímpico de 55 pontos em uma mesma partida. Em Barcelona-1992, foi novamente o maior pontuador do torneio olímpico com 198 pontos. Depois da Olimpíada, foi contratado pelo Fórum, de Valladolid, uma das mais fortes equipes da liga espanhola. Em 1995, voltou a jogar no Brasil, pelo Corinthians. No ano seguinte, participou da sua última Olimpíada, em Atlanta, voltando a ser o cestinha do torneio, desta vez com 219 pontos marcados. Foi sua despedida da seleção brasileira.


  Quadro da modalidade
  País Total
  1º EUA 1 0 1 2
  2º ARG 1 0 0 1
  3º AUS 0 1 0 1
 6º BRA 0 0 0 0

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