Espírito olímpico Atenas-1896 reservou um fato dignamente olímpico. Nos 100 km de estrada, o francês Léon Flameng e o grego Georgios Kolettis foram os únicos a completar a prova. Quando ostentava uma vantagem de três voltas sobre Kolettis, Flameng viu que a bicicleta de seu rival havia quebrado. Ele parou e esperou que o grego voltasse à competição. No entanto, quando o francês sofreu uma queda, Kolettis não repetiu a atitude de seu adversário e continuou correndo. Mesmo assim, Flameng venceu com uma vantagem de sete voltas.
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Chance desperdiçada Em Paris-1900, os franceses desprezaram aquela que viria a ser a modalidade em que mais ganhariam medalhas na história olímpica. Os parisienses organizaram apenas duas provas de ciclismo. Saint Louis-1904 foi um caso à parte. Sem a presença de competidores europeus, coube aos donos da casa arrebatar todas as medalhas.
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Pedalada dupla Em Londres-1908, os ingleses promoveram a estréia da bicicleta tandem, em que dois competidores pedalam juntos. As provas de tandem só viriam a ser abolidas em Montreal-1976. |
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Maratona Para vencer a prova de estrada em Estocolmo-1912 o sul-africano Rudolph Lewis levou 10h42min para percorrer os 320 km. Nunca uma prova da modalidade levou tanto tempo para ser concluída. Esta também foi a única vez que um ciclista da África ganhou a medalha de ouro em Olimpíadas. |
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Olha o trem! Os Jogos de Antuérpia-1920 reservaram um momento curioso. Com um território pequeno e recortado por trilhos, os belgas não tiveram outra opção para realizar o percurso de estrada. Os competidores teriam que cruzar as linhas de trem, mas o transporte do país não podia parar. Restou aos fiscais pararem os ciclistas quando o trem se aproximasse e contar os minutos de espera. O vencedor da prova de estrada foi o sul-africano Henry Gustav Kaltenbrun, que acabou perdendo a medalha quando os organizadores descobriram que o sueco Harry Stenqvist havia perdido mais de quatro minutos aguardando um trem passar.
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Tragédia Coube aos Jogos de Roma-1960 o momento mais trágico do ciclismo em uma Olimpíada. O dinamarquês Knud Jensen caiu durante a prova de estrada, fraturou o crânio e morreu. Pensou-se que o motivo da queda teria sido o escaldante sol italiano, mas a necrópsia confirmou que o atleta havia se dopado com uma substância chamada ronicol, estimulante de circulação.
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Medalha em família Na Cidade do México-1968, a medalha de prata na prova contra o relógio foi conquistada pela equipe da Suécia. O curioso é que a equipe escandinava era integrada por quatro irmãos: Erik, Gosta, Sture e Thomas Pettersson.
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Protesto Em Munique-1972, na prova de estrada, quatro atletas do Exército Republicano Irlandês (IRA) se infiltraram na corrida para protestar pela participação da Federação Ciclística Irlandesa. Um dos integrantes do IRA tentou, inclusive, empurrar um dos corredores irlandeses para dentro de uma vala. Os quatro integrantes do IRA acabaram presos.
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No lixo Em Montreal-1976, um faxineiro jogou no lixo as caixas que traziam guidões e rodas das bicicletas da equipe tcheca de ciclismo. Ao saberem da trapalhada, dirigentes e atletas correram para o centro de processamento de lixo, mas os equipamentos já tinham virado sucata.
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Vampiros Em Los Angeles-1984, o técnico da seleção norte-americana, Eddie Borysewicz, usava um expediente no mínimo macabro para fortalecer seus atletas: a autotransfusão de sangue. Dias antes das competições, os atletas tiravam sangue e este era congelado para que, momentos antes da prova, fossem recolocados nas veias dos ciclistas com um teor de hemoglobina em circulação maior, o que amplia a resistência. Os norte-americanos bateram os europeus e conquistaram quatro medalhas de ouro, três de prata e duas de bronze.
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Fórmula 1 O inglês Chris Boardmam simplesmente voou na prova de perseguição individual em Barcelona-1992. Usando uma biclicleta fabricada pela equipe Lotus, da F-1, que misturava fibra de carbono, resina e fibra de vidro, Boardmam ultrapassou, na disputa pela medalha de ouro, o alemão Jens Lehmam. O fato que nunca havia ocorrido na prova contra o relógio desde sua inclusão nos Jogos, em Tóquio-1964.
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Depilação Como fazem os nadadores, os ciclistas também depilam o corpo. A diferença é que, no ciclismo os atletas são obrigados a raspar braços e pernas, para facilitar o atendimento médico em eventuais acidentes.
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Doping Ao lado do levantamento de peso, o ciclismo é o esporte onde mais atletas usam substâncias proibidas para melhorar o rendimento.
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Machismo Apesar de estar presente desde a invenção dos Jogos Olímpicos da era Moderna, em Atenas-1896, o ciclismo só admitiu a presença de mulheres em Los Angeles-1984, depois da pressão de movimentos feministas.
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