Miguel Indurain Larraya (ESP)
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Miguel Indurain recebe homenagem na Volta da França do ano passado
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O espanhol Miguel Indurain nasceu em Villava, província de Navarra, no dia 16 de julho de 1964. Começou a praticar ciclismo como sócio do Clube Ciclista Villavés, na categoria cadete, em 1978. No início, era apenas um passatempo, assim como outros esportes, como lançamento de dardo, esqui e salto em distância. Um dos fatores que influenciaram sua carreira esportiva foi a mudança, ainda criança, para a cidade de Pamplona, onde continuou seus estudos básicos acompanhado de seus irmãos Prudencio, Isabel e Maria.
Em Pamplona, cidade com mais recursos que sua vila natal, foi convidado a fazer parte de uma equipe de competição infantil, vencendo sua primeira corrida aos 12 anos em uma prova disputada em Elizondo.
Com 21 anos, Indurain tomou a decisão de se profissionalizar, assinando contrato com a equipe Reynolds para disputar sua primeira Volta da França. Nas primeiras temporadas, sentiu o salto de categoria, abandonando a prova em 1985 e 1986 e sendo o 97º colocado em 1987, sempre como segundo corredor da equipe, atrás de Pedro Delgado. Deixou, porém, sua marca ao vencer quatro etapas da Volta da Espanha, tornando-se o mais jovem ciclista a ganhar um estágio. Participou também dos Jogos Olímpicos de 1984, integrando a equipe espanhola sem conseguir resultados relevantes.
Em 1990, Indurain foi nomeado líder da equipe, iniciando uma impressionante carreira que o colocaria entre os grandes nomes da história do ciclismo mundial, ao lado de Jacques Anquetil, Bernard Hinault e Eddy Merckx. A lenda do corredor navarro começou a ser escrita em julho de 1991. Naquele ano, o norte-americano Greg Lamond parecia disposto a vencer sua quarta Volta da França, porém Indurain se colocou no caminho, escapando de Lamond a 60 km da chegada, faturando seu primeiro Tour.
Em 1992, Indurain decidiu correr o Giro da Itália como preparação para a Volta da França. Todos achavam que estava apenas treinando, porém venceu a prova, tornando-se o primeiro espanhol a chegar em primeiro na tradicional corrida italiana. Ganharia a Volta da França em cinco oportunidades consecutivas e o Giro da Itália mais duas vezes.
Em 1996, depois de vencer os Jogos Olímpicos de Atlanta, Indurain participou pela última vez da "Tour de France". Naquele ano, os organizadores da prova tinham preparado uma etapa com final em Pamplona, como homenagem, porém Indurain não estava em seu melhor momento físico, o que demonstrou nos Alpes, quando perdeu a liderança -e a prova- para o dinamarquês Bjarne Rijs. Indurain acabou a prova na 11ª colocação. Sentindo que sua forma física tinha deixado de ser a ideal, decidiu abandonar as competições em janeiro de 1997.
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Jeannie Longo-Ciprielli (FRA)
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AFP

Jeannie Longo corre para ganhar o bronze na Olimpíada de Sydney
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A ciclista Jeannie Longo é uma das maiores atletas da França, marcando presença em um esporte que, embora muito popular em seu país, é tradicionalmente de domínio masculino. Exemplo de determinação, talento e longevidade, Jeannie nasceu na cidade de Annecy, nos alpes franceses, em 31 de outubro de 1958. Desde criança, mostrou interesse pelo esporte. Encorajada pela mãe, uma professora de educação física, praticou atletismo, corridas de bicicleta e esqui, chegando a integrar a seleção universitária nessa última disciplina.
Em 1979, decidiu escolher o ciclismo, em parte motivada pelo fato de que o Campeonato Mundial de Ciclismo de 1980 tinha sido programado para a cidade de Sallanches, na Alta Sabóia, bem próxima de sua casa. Determinada a disputar o torneio, ela participou e venceu o campeonato francês, classificatório para o mundial.
Depois de ganhar seu primeiro título nacional francês na modalidade perseguição individual em pista, Jeannie partiu para as provas internacionais mostrando sua versatilidade: no ano seguinte, venceu a Volta do Colorado, nos Estados Unidos, dessa vez correndo em estrada.
A francesa disputou três Olimpíadas até conquistar a sonhada medalha de ouro. Em 1984, na prova de estrada, uma queda no último minuto relegou-a à sexta colocação. Em Seul-1988, um mês depois de quebrar o quadril durante a disputa de uma corrida de estrada, conseguiu estar na linha de largada, porém fora da sua melhor forma. Alcançou apenas a 21ª colocação. Em Barcelona-1992, terminou a prova de estrada logo atrás de Kathy Watt, conquistando sua primeira medalha olímpica, de prata. Na Espanha também participou das provas de perseguição, em pista, sendo eliminada nas quartas-de-final por Rebecca Twigg em um disputadíssimo páreo.
Para Atlanta-1996, Jeannie Longo se preparou com uma estratégia de treinamento especial para suas características. Enquanto o resto dos atletas chegava cedo à cidade para se adaptar ao calor e à umidade, ela alugou uma casa no clima seco do deserto do Colorado, chegando a Atlanta apenas dois dias antes da prova. Na corrida, de oito voltas de 13 km, disputada de manhã, Jeannie permaneceu no pelotão de ponta, que perseguia a italiana Alessandra Capellotto. Faltando 11 km para o final, a francesa acelerou, conseguindo superar a rival a 8 km da chegada, assumindo a liderança até o final. Depois de ganhar a medalha de ouro, participou da prova contra-relógio, conquistando a medalha de prata.
Em Sydney-2000, Jeannie Longo participou pela última vez dos Jogos Olímpicos, disputando a prova de estrada e contra-relógio, em que conseguiu o terceiro lugar, fechando seu currículo olímpico com uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze. Nos campeonatos mundiais, a ciclista conquistou 13 medalhas de ouro (nove em provas de estrada e quatro em provas em pista), sete de prata e cinco de bronze.
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