Provas estranhas A estréia olímpica da ginástica, em Atenas-1896, teve forte influência dos donos da casa, que exigiram que certas provas, entre elas a subida na corda, fossem integradas. Apesar disso, a estréia da modalidade já contava com aparelhos que durariam até os dias de hoje, como barras paralelas, argolas e salto sobre o cavalo.
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Surpresa olímpica Em Saint Louis-1904, a grande surpresa das provas foi a vitória de George Eyser. Apesar de usar uma perna de madeira (em substituição à que fora amputada depois de ser atropelado por um trem), ele ganhou três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze.
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Hegemonia ariana Nos Jogos de Berlim-1936, o único esporte que teve um domínio completo dos alemães foi a ginástica. O maior destaque dos anfitriões foi Konrad Frey, ganhador de seis medalhas.
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Estréia Em Helsinque-1952, na ginástica feminina, estrearam o concurso individual, o salto sobre o cavalo, a trave de equilibro e os exercícios de solo.
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Recordista de medalhas Em Melbourne-1956, a ginasta soviética Larysa Latynina alcançou o recorde de medalhas de ouro (nove), igualando-se ao fundista Paavo Nurmi (ambos seriam alcançados também pelo nadador Mark Spitz e pelo velocista Carl Lewis), com o recorde absoluto de medalhas (18) na história dos Jogos. Na Austrália, as provas da ginástica tiveram um duelo dramático entre a soviética Latynina e a veterana húngara Agnes Keleti, agravado pela invasão soviética em Budapeste. Latynina conseguiu seis medalhas (quatro de ouro, uma de prata e uma de bronze), enquanto Keleti ganhou cinco (três de ouro e duas de prata).
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Nervos à flor da pele Em Munique-1972, a soviética Olga Korbut, de 17 anos, foi a estrela da ginástica artística feminina. Ganhou três medalhas de ouro (solo, trave e exercícios combinados) e uma de prata (bar- ras assimétricas). O nervosismo por se sentir favorita e a pouca experiência em nível internacional acabaram por atrapalhá-la na prova completa. Quando se encontrava na primeira colocação, falhou e caiu para o sétimo lugar.
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Auge A série de grandes ginastas teve seu auge em Montreal-1976. A romena Nadia Comaneci encantou o mundo ao tirar a primeira nota dez da história, na prova das barras assimétricas. O placar nem tinha números para apontar a nota da pequena romena, treinada por Bela Karolyi. A evolução de Comaneci não parou por aí. Foram sete notas dez, que renderam cinco medalhas: três de ouro, uma de prata e uma de bronze. Entre os homens, destaque para o soviético Nikolai Andrianov, com quatro medalhas de ouro.
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Domínio soviético Em Moscou-1980, o ginasta soviético Aleksandr Dityatin foi o primeiro a conquistar oito medalhas em uma mesma Olimpíada. Ganhou medalhas em todos os eventos da ginástica masculina, conquistando três medalhas de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Seu compatriota Nikolai Andrianov ganhou duas medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze e alcançou um total de 15 medalhas olímpicas. Na ginástica feminina, a favorita era a campeã mundial Yelena Mukhina, da União Soviética, que se machucou 16 dias antes do início dos Jogos ao falhar em um salto. Yelena quebrou a coluna e ficou paralítica, sem poder sequer falar durante seis meses. A romena Nadia Comaneci, estrela da ginástica em Montreal-1976, ganhou duas medalhas de ouro e duas de prata.
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EUA no páreo Em Los Angeles-1984, o destaque masculino foi o chinês Li Ning, que ganhou três medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Entre as mulheres, quem brilhou foi a norte-americana Mary Lou Retton, que ganhou pela primeira vez a medalha de ouro para os Estados Unidos na prova completa individual, derrotando a romena Ekaterina Szabo.
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Superação Em Seul-1988, brilhou o soviético Dimitri Bilozerchev, campeão mundial em 1983, aos 16 anos de idade. Por causa do boicote soviético, ele não pôde participar dos Jogos de Los Angeles, vencendo em 1985 o campeonato europeu. Porém, sua carreira quase chegou ao fim quando fugiu de um campo de treinamento e, bêbado, roubou o carro de seu pai. Dirigindo durante um temporal, teve um acidente que lhe fraturou a perna em mais de 40 pedaços. Recuperou-se e voltou a treinar em 1986. Em Seul-1988, ganhou três medalhas de ouro e uma de bronze.
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Máquina russa Em Sydney-2000, o russo Alexei Nemov conseguiu seis medalhas: duas de ouro, uma de prata e três de bronze. Nemov, que tinha conseguido outras seis medalhas em Atlanta, acumulou 12 medalhas olímpicas.
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