EFE

A soviética Larissa Latynina ganhou 18 medalhas em três Olimpíadas
|
Com origem no antigo Egito, onde se realizavam acrobacias circenses apreciadas pelo público, a ginástica passou por uma série de modificações até chegar à forma como é praticada hoje. No século II a.C., homens e mulheres realizavam o salto do touro, uma modalidade que consistia numa corrida em direção ao touro, em que os atletas seguravam os chifres do animal e, antes de ser lançados, executavam uma acrobacia no ar para tentar cair em sua garupa (algo semelhante ao atual salto sobre o cavalo).
Na Grécia Antiga, praticavam-se três disciplinas diferentes dentro da ginástica: manutenção física, treinamento militar e adestramento de atletas. Naquela época, os exercícios eram praticados por atletas, geralmente, despidos. Os treinadores eram chamados de "paidotribes".
Na Idade Média, alguns elementos usados na preparação militar pelos antigos romanos, como o cavalo de madeira, escadas e outros aparelhos utilizados para atacar fortalezas inimigas foram transformados em acrobacias mostradas pelos artistas viajantes.
Na época do Renascimento, os humanistas focaram sua atenção para o desenvolvimento do corpo na juventude, incentivando as aulas de ginástica, chegando a publicar vários trabalhos escritos sobre a educação física e incluindo exercícios em aparelhos como disciplina obrigatória em colégios da aristocracia. Essas idéias pedagógicas se alastraram na Europa Ocidental, principalmente na Alemanha, onde se criou um novo tipo de escola, a "Filantropin".
O primeiro professor da ginástica moderna foi Johann Friedrich Simon, que lecionou em 1776, na escola de Basedow, na cidade alemã de Dessau. Porém, o educador Friederich Ludwig Jahn é considerado pai da ginástica moderna. Fundador do primeiro clube dedicado exclusivamente ao esporte, em Berlim, em 1811, Jahn valorizava a prática do esporte com exercícios que priorizavam a força física e a autodisciplina. Ele formulou ainda regras e criou aparelhos para a prática da ginástica. Em 1881, durante o I Congresso Internacional das Uniões Ginásticas, por iniciativa do belga N. J. Kuperus, foi criada a Federação Internacional, uma das mais antigas federações esportivas do mundo. Bélgica, França e Holanda foram os países fundadores. Mais tarde, se agregou a Liga Alemã de Ginástica.
Em 1896, o esporte foi incluído no programa oficial das Olimpíadas de Atenas, apenas com a participação masculina. As mulheres estrearam nos Jogos de 1928. De Paris-1900 a Antuérpia-1920, as provas de ginástica sofreram inúmeras inovações. A partir de Paris-1924, os exercícios começaram a ser padronizados para manter a estabilidade. Desde então, a ginástica artística é considerada um dos três esportes principais das Olimpíadas, junto com o atletismo e a natação. Denominada antigamente como ginástica olímpica, a ginástica artística é uma das modalidades mais charmosas dos Jogos. Um dos principais atrativos das competições são as exibições que ocorrem no último dia, sem caráter competitivo.
EFE

A romena Nadia Comaneci, em Montreal-76, mostrou porque foi uma das maiores de todos os tempos
|
Atualmente, na ginástica artística, a competição pode ser individual ou por equipes. Os homens disputam seis provas (salto sobre cavalo, cavalo com alças, argolas, barra fixa, barras paralelas e solo); as mulheres, quatro (salto sobre cavalo, trave, barras paralelas e solo). Enquanto existiu, a União Soviética dominou o cenário da ginástica mundial em Olimpíadas. De Helsinque-1952 a Seul-1988, os soviéticos conquistaram 94 medalhas em provas masculinas e 90 em competições femininas. Só a ginasta Larissa Latynina, a atleta mais premiada da história, ganhou um total de 18 medalhas em três Olimpíadas - nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze.
|
| |