
Prata de Pessoa ameniza fiasco nos saltos
Da Redação Em São Paulo
A prata de Rodrigo Pessoa manteve o hipismo brasileiro no pódio olímpico -tradição que começou em Atlanta-1996. A conquista do cavaleiro foi inédita e abafou o fiasco por equipes -competição que tinha dado as duas medalhas de bronze ao Brasil nas edições anteriores. Com uma equipe promissora, com pelo menos três cavaleiros que arrebataram importantes resultados em concursos internacionais nos meses que antecederam os Jogos, a seleção de Nelson Pessoa, o Neco, ficou apenas em décimo lugar.
Ainda que com 29 pontos perdidos na primeira passagem, o Brasil conseguiu a classificação para a final por equipes -confirmada após uma passagem perfeita de Pessoa com Baloubet du Rouet. Na decisão de medalha, Bernardo Resende, que até então tinha o melhor desempenho entre os brasileiros, nem concluiu o percurso da decisão. Seu cavalo, Canturo, refugou duas vezes e o conjunto foi eliminado.
Descartada a atuação do mineiro, o Brasil precisaria de atuações impecáveis dos outros três conjuntos para sonhar com o pódio. Mas Luciana Diniz, com Mariachi, e Doda, com Countdown, acabaram perdendo outros 28 pontos -a Alemanha, campeã, teve apenas oito. Quando Pessoa entrou na pista já não havia chance de medalha e ele apenas confirmou sua presença na final individual, para a qual Luciana e Doda também se classificaram.
Luciana e Mariachi tiveram, na decisão individual, a pior performance até então, com 20 pontos perdidos, e nem ficaram entre os 29 finalistas que disputariam medalha na segunda passagem. Para a estreante nos Jogos, que mora na Alemanha, seu cavalo não se deu bem com o calor da Grécia.
"Celebridade" em Atenas, por causa de seu namoro com a bilionária Athina Onassis, Doda se classificou para a finalíssima, mas foi eliminado logo no início, quando Countdown saltou fora da área determinada.
Pessoa salvou o dia, com Baloubet se redimindo dos refugos que eliminaram o conjunto em Sydney-2000. Deixou uma frase significativa, dita ainda nas classificatórias para a competição de equipes: "Sempre sobra para mim, já estou acostumado".
Divulgação
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A equipe brasileira de CCE (Concurso Completo de Equitação) chegou a Atenas com a expectativa de pelo menos melhorar o sexto lugar obtido em Sydney-2000. Afinal, a seleção teve neste ano sua melhor preparação para uma Olimpíada, segundo os próprios cavaleiros. O principal reforço foi o técnico escocês Ian Starks, dono de quatro medalhas de prata olímpicas. Mesmo assim, o Brasil terminou em décimo lugar.
Como esperado, a pior atuação do time foi no adestramento, uma das três provas que compõem o CCE. Ao fim da disputa a equipe brasileira, formada por cinco conjuntos, somou 301 pontos perdidos; a França, campeã, teve 140,4.
O resultado, entretanto, foi motivo de satisfação para o time nacional. "Evoluímos em relação a Sydney porque perdemos menos pontos", comentou o técnico Marcelo Tosi, que dividia a tarefa com Starks. Em Sydney, sob regras antigas, o Brasil somou 333 pontos.
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