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Bronze no Mundial de 2004, Honorato quer o topo do pódio em Atenas
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O paulista Carlos Honorato é o mais vitorioso judoca brasileiro em atividade e é a grande esperança de medalha em Atenas. Prata nos Jogos de Sydney e bronze no Mundial-2003, Honorato passou por um período difícil depois da última Olimpíada, quando ganhou peso, mudou de categoria e ficou por dois anos fora da seleção brasileira.
De volta ao peso médio, Honorato não quer saber de outra medalha olímpica que não a de ouro. Aluno de Luis Shinohara, um dos principais mestres do judô brasileiro, Carlos Honorato vai para sua segunda Olimpíada - a terceira se for considerada sua participação como reserva em Atlanta-1996.
Até chegar às competições importantes, Honorato precisou se apaixonar pelo judô. E, segundo o próprio atleta, não foi nada fácil. No começo, ele treinava apenas por ordem dos pais, que não queriam que o menino ficasse nas ruas da Vila Sônia, bairro da zona oeste de São Paulo.
O gosto pelos campeonatos surgiu por causa do prazer de ficar um tempo longe do controle dos pais: entre um ippon e outro, Honorato aproveitava para bagunçar e curtir a "zueira" de estar entre os amigos e colegas da mesma idade. Aos 16 anos, o judoca percebeu que poderia levar o esporte mais a sério e chegar até o topo.
Além do vice-campeonato olímpico e do bronze no Mundial, Honorato tem outras conquistas importantes, como o bronze no Pan-Americano de Santo Domingo em 2003 e o título no Pan-Americano de Judô adulto de 1994, no Chile -quando o judoca tinha apenas 20 anos. O brasileiro venceu essa mesma competição também em 2003 e em 2004 -quando ganhou também na categoria absoluto, enfrentando com seus 90 quilos judocas de até 140 quilos.
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